COGES RO GOV
COGES Cont. Geral · RO
Módulo 1 de 11
Capacitação CAERD 2026

Contabilidade Pública
Da teoria ao SIGEF

Curso prático — lançamentos, registros e conformidade contábil.

11
Módulos
SIGEF
Sistema abordado
PCASP
Plano de contas
NBCASP
Normas aplicadas
COGES
RO
GOV
Contabilidade Geral do Estado
Elaboração
Laila Rodrigues Rocha Guerra
Diretoria Central de Contabilidade — COGES/RO
Revisão Técnica — Contadorias Centrais
Contadoria Central de Conformidade Contábil
Contadoria Central de Conciliação Bancária
Contadoria Central de Análise de Demonstrativos Contábil-Financeiros
Contadoria Central de Atendimento ao Usuário
Contadoria Central de Acompanhamento de Prevenção e Riscos das Contas de Governo
Base institucional: Decreto nº 27.158, de 12 de maio de 2022 · Lei Complementar nº 1.109/2021
Capacitação CAERD 2026 · SEI nº 0088.000624/2026-51
📚 Módulo 1
Fundamentos: Público × Privado
Entenda as diferenças essenciais entre os dois regimes e por que isso importa para a CAERD agora.
O que mudou com a integração orçamentária

A partir de 2026, a CAERD passou a integrar o orçamento do Estado de Rondônia. Isso significa que, além da contabilidade privada (pelo regime de competência, voltada ao lucro e resultado), a empresa agora precisa também registrar seus fatos dentro das regras da contabilidade aplicada ao setor público (CASP).

⚠️
AtençãoNão é uma substituição. As duas contabilidades coexistem. A privada continua para fins societários e tributários. A pública é exigida pelo Estado para fins orçamentários, patrimoniais e de controle.
⚖️
Comparativo: Privada × Pública

🏢 Contabilidade Privada

  • Regime de Competência (CPC/IFRS)
  • Foco em resultado (lucro/prejuízo)
  • Plano de Contas próprio da empresa
  • Demonstrações: DRE, BP, DFC
  • Controle voltado ao acionista/investidor
  • Sem vínculo com orçamento
  • Receita reconhecida pelo fato gerador

🏛️ Contabilidade Pública (CASP)

  • Regime Misto: orçamentário=caixa; patrimonial=competência
  • Foco em controle do patrimônio público
  • PCASP – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público
  • DCASP: Bal. Orç., Patrimonial, DVP, DFC (consolidados nas demonstrações gerais via SIGEF)
  • Controle voltado à sociedade e órgãos de controle
  • Vinculado ao orçamento (LOA)
  • Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA) e Diminutivas (VPD)
📖
Conceitos-chave que você precisa dominar
🏦

PCASP – Plano de Contas Aplicado ao Setor Público

É o "mapa" de contas que toda entidade pública deve usar. Padronizado pelo STN (Secretaria do Tesouro Nacional). As contas são organizadas em 8 classes numeradas.

📈

VPA e VPD – Variações Patrimoniais Aumentativas e Diminutivas

São o equivalente público das receitas e despesas. VPA aumenta o patrimônio líquido; VPD diminui. Substituem os conceitos de Receita/Despesa da visão privada.

📋

Regime Orçamentário

A receita orçamentária é reconhecida no recebimento (caixa). A despesa orçamentária passa por estágios: dotação → empenho → liquidação → pagamento.

🔄

Regime Patrimonial

Segue o princípio da competência, igual ao privado. O fato é registrado quando ocorre, independente do fluxo de caixa.

📊

DCASP — Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público

A CAERD elabora e entrega ao TCE-RO: Balanço Patrimonial, Orçamentário, Financeiro, DVP, DFC e Notas Explicativas — conforme a IN 13/2004 art.10. Os dados também alimentam o SIGEF, que consolida as demonstrações estaduais.

🏛️

DCASP – Demonstrações Contábeis

Anuais. Incluem: Balanço Orçamentário, Balanço Financeiro, Balanço Patrimonial, Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) e Demonstração dos Fluxos de Caixa.

📋 Lançamentos Contábeis
Lançamentos no PCASP e SIGEF
Empenho, liquidação, pagamento e as variações patrimoniais (VPA/VPD) lançadas corretamente.
🏗️
Estrutura do Lançamento Contábil no PCASP

Todo lançamento contábil no PCASP segue o princípio das partidas dobradas: para cada débito há um crédito de igual valor. O PCASP organiza as contas em 8 classes:

Classe Grupo Saldo Normal Exemplos CAERD
1AtivoDevedorCaixa (1.1.1), Imobilizado (1.2.3), Estoques (1.2.3.1)
2Passivo e Patrimônio LíquidoCredorFornecedores (2.1.1), Dívidas (2.1.3), Patrimônio (2.3)
3 ⚠️VPD — Variações Patrimoniais DiminutivasDevedorDespesas correntes, depreciação, provisões
4 ⚠️VPA — Variações Patrimoniais AumentativasCredorTarifas arrecadadas, receitas financeiras
5Controles da Aprovação do Planejamento e OrçamentoDevedorLOA aprovada, dotações, créditos adicionais
6Controles da Execução do Planejamento e OrçamentoCredorEmpenhos emitidos, liquidados, pagos (espelho da Classe 5)
⚠️
Atenção — SIGEF/RO inverte as classes 3 e 4: No SIGEF de Rondônia, a Classe 3 = VPD (despesas/diminutivas) e a Classe 4 = VPA (receitas/aumentativas). Isso é o inverso do MCASP padrão (onde Cl.3=VPA e Cl.4=VPD). Ao analisar o balancete da CAERD, contas iniciadas em 3.x são VPD e em 4.x são VPA.
⚖️
Débito e Crédito no Contexto Público

A regra das partidas dobradas no setor público é a mesma da contabilidade privada, mas aplicada ao PCASP:

DÉBITO aumenta:
  • ✔ Contas de Ativo (Cl.1)
  • ✔ Contas de VPD (Cl.3 no SIGEF)
  • ✔ Contas de controle devedoras (Cl.5/7)
DÉBITO diminui:
  • ✗ Contas de Passivo/PL (Cl.2)
  • ✗ Contas de VPA (Cl.4 no SIGEF)
CRÉDITO aumenta:
  • ✔ Contas de Passivo/PL (Cl.2)
  • ✔ Contas de VPA (Cl.4 no SIGEF)
  • ✔ Contas de controle credoras (Cl.6/8)
CRÉDITO diminui:
  • ✗ Contas de Ativo (Cl.1)
  • ✗ Contas de VPD (Cl.3 no SIGEF)
Exemplo prático — CAERD recebe tarifa de R$ 50.000:
D: 1.1.1.1.10 – Caixa e Equivalentes       R$ 50.000 (aumenta Ativo)
C: 4.x.x.x.xx – VPA Tarifas de Saneamento  R$ 50.000 (aumenta receita)
💰
Lançamentos de Receita — VPA e o Ciclo Orçamentário

Na CAERD, a principal receita são as tarifas de saneamento (Fonte 1753). O registro percorre duas dimensões: orçamentária (previsão → arrecadação) e patrimonial (VPA).

# Momento Débito Crédito Dimensão
1 Previsão (LOA) 5.x — Previsão Inicial 6.x — Previsão Inicial Orçamentária
2 Arrecadação 1.1.1.1.10 – Caixa 4.x.x.x.xx – VPA Tarifas Patrimonial
3 Controle arrecadado 6.x — Receitas Realizadas 7.x — Receitas Realizadas Orçamentária
ℹ️
O Anexo 10 do balancete (Receitas Realizadas) deve espelhar exatamente os lançamentos na Classe 6. Se houver divergência entre o VPA lançado e o valor no Anexo 10, há falha na escrituração orçamentária da receita.
📤
Lançamentos de Despesa — Empenho → Liquidação → Pagamento

Toda despesa pública na CAERD passa obrigatoriamente por três estágios (Lei 4.320/64 art. 58–64). Despesa sem empenho prévio é vedada e constitui infração sujeita à determinação do TCE-RO (APL-TC 00123/22 V-d e APL-TC 00126/22 III-4).

Estágio O que acontece Débito Crédito
1. EMPENHO Reserva de dotação orçamentária — comprometimento formal da despesa 6.2.1 – Dotações Comprometidas 6.2.2 – Empenhos a Liquidar
2. LIQUIDAÇÃO Verificação do direito do credor — nota fiscal conferida, serviço/bem recebido 6.2.2 – Empenhos a Liquidar
3.x.x.x.xx – VPD (despesa)
6.2.3 – Liquidados a Pagar
2.1.1.x.xx – Fornecedores
3. PAGAMENTO Extinção da obrigação — saída de caixa / emissão de Ordem Bancária (OB) 6.2.3 – Liquidados a Pagar
2.1.1.x.xx – Fornecedores
6.2.4 – Pagos
1.1.1.1.10 – Caixa
🚨
Despesa sem empenho = infração: Se a saída de caixa ocorrer antes do empenho, a conta 6.2.3 não terá saldo para ser debitada — o sistema gerará inconsistência. Isso configura despesa sem prévio empenho, vedada pelo art. 60 da Lei 4.320/64, e é objeto de determinação do TCE-RO pendente de cumprimento pela CAERD.
🔧
Lançamentos de Ajuste e Regularização no SIGEF

Erros de lançamento no SIGEF não podem ser apagados — o sistema audita todos os movimentos. A correção se faz sempre com um lançamento de estorno ou ajuste no mês corrente aberto.

⚠️ Princípio fundamental:

Não existe reabertura de meses já encerrados no SIGEF. Todo ajuste deve ser realizado no mês corrente em aberto, utilizando a data de referência correta. Lançamentos retroativos são bloqueados pelo sistema após o encerramento do período.

Situação Ação no SIGEF Tipo de lançamento
Conta errada (mesmo valor)Estornar o lançamento original + refazer na conta corretaEstorno simples
Valor errado (a maior)Lançar a diferença no sentido contrário (D/C invertidos)Ajuste parcial
Lançamento duplicadoEstornar integralmente o lançamento duplicadoEstorno integral
Fato não lançado em meses anterioresLançar normalmente no mês aberto, com histórico explicativoLançamento a descoberto (mês corrente)
🔁
Partidas Dobradas e Contas de Controle — Classes 5 e 6

As Classes 5 e 6 são o "espelho orçamentário" da execução. Toda despesa ou receita orçamentária gera lançamentos simultâneos nas Classes 5/6, além dos lançamentos patrimoniais (Cl.1-4). Por isso o balancete tem mais linhas do que o total de fatos econômicos.

Regra de consistência das Classes 5/6:

O saldo devedor da Classe 5 deve ser igual ao saldo credor da Classe 6 em cada ponto de controle (dotação, empenho, liquidação, pagamento). Uma diferença indica lançamento orçamentário incompleto ou estorno pendente.

Exemplo de conciliação rápida das Classes 5/6 no balancete:
5.2.1.1 Dotação Inicial   = D R$ 10.000.000  → 6.2.1.1 = C R$ 10.000.000 ✅
5.2.2.2 Empenhos         = D R$ 8.500.000  → 6.2.2.2 = C R$ 8.500.000 ✅
5.2.3.x Liquidados       = D R$ 7.200.000  → 6.2.3.x = C R$ 7.200.000 ✅
5.2.4.x Pagos            = D R$ 6.900.000  → 6.2.4.x = C R$ 6.900.000 ✅
🔄 Conciliação Contábil
Conciliação de Saldos
Técnicas de conciliação bancária e patrimonial para garantir a conformidade dos registros.
🔍
O que é Conciliação e por que é Obrigatória

Conciliação contábil é o processo de comparar os saldos registrados no SIGEF com fontes externas independentes (extratos bancários, inventários físicos, relatórios de folha) para confirmar que os registros são exatos e completos.

🏦
Bancária
Saldo SIGEF vs. extrato bancário linha a linha
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Patrimonial
Imobilizado contábil vs. inventário físico
📋
Orçamentária
Classes 5/6 em equilíbrio nos saldos de controle
Base legal da obrigatoriedade:
  • Lei 4.320/64 art. 83 — a contabilidade deve evidenciar a situação real do patrimônio
  • MCASP 11ª ed. — conformidade contábil exige conciliação prévia à assinatura do balancete
  • NBC TSP 00 — informação contábil deve ser verificável e livre de erros materiais
  • IN 13/2004/TCE-RO art. 10 — as demonstrações entregues ao Tribunal devem refletir a situação real
🏦
Conciliação Bancária — Extrato vs. SIGEF

O saldo da conta 1.1.1.1.10 (Caixa e Equivalentes) no SIGEF deve coincidir com o saldo bancário do extrato do mesmo dia. Diferenças indicam lançamentos pendentes, estornos não processados ou operações em trânsito.

Passo Ação No SIGEF
1Extrair o Razão da conta 1.1.1 por domicílio bancárioRelatórios → Razão → Filtrar por CT do domicílio
2Obter o extrato bancário do mesmo períodoBanco do Brasil — Internet Banking da conta CAERD
3Comparar créditos do extrato com débitos no razão (entradas de caixa)Cada crédito no banco = débito na conta 1.1.1
4Identificar os itens em aberto (operações em trânsito)Cheques emitidos não compensados, OBs em processamento
5Lançar os ajustes necessários no SIGEF (mês aberto)Lançamento de regularização com histórico referenciado
⚠️
Alerta CAERD — conta 00102757X0000114200 (BB Conta 1): Esta conta apresenta déficit de –R$ 18.276.350,75 (empenhos comprometidos de R$ 21,4 M superam o disponível de R$ 3,1 M). Exige conciliação imediata para identificar empenhos pendentes de cancelamento ou retenções a regularizar.
🏗️
Conciliação do Ativo Imobilizado

O saldo da conta 1.2.3 (Imobilizado) no SIGEF deve corresponder ao inventário físico de bens. A CAERD possui bens móveis (R$ 28,9 M líquido) e imóveis (R$ 278,4 M líquido) já inventariados e assinados em 23/04/2026 (Planilhas TC-15 e TC-16).

Grupo Valor Bruto Depreciação Acum. Valor Líquido Status
Bens Móveis (TC-15) R$ 41.757.400,94 –R$ 12.792.932,11 R$ 28.964.468,83 ⚠️ Depreciação paralisada
Bens Imóveis (TC-16) R$ 392.170.552,70 –R$ 113.799.771,65 R$ 278.370.781,05 🚨 Congelado jan–mai/2026
🚨
Depreciação paralisada — determinação TCE-RO: A depreciação de imóveis apresenta o mesmo saldo de –R$ 113.799.771,65 em todos os meses de jan a mai/2026. A NBC TSP 07 exige reconhecimento mensal. O não cumprimento é objeto do APL-TC 00268/23 III-c (EM ANDAMENTO).
📊
Conciliação das Contas de Controle — Classes 5 e 6

O equilíbrio entre Classes 5 e 6 é a forma mais rápida de detectar lançamentos orçamentários incompletos. Sempre que um estágio da despesa for executado na Classe 6, deve haver o correspondente na Classe 5.

Checklist rápido de conciliação 5/6:
  • Saldo devedor Cl.5 (Dotações aprovadas) = Saldo credor Cl.6 (Dotações aprovadas) ✅
  • Saldo devedor Cl.6 (Empenhos a liquidar) = Saldo credor Cl.5 (Empenhos a liquidar) ✅
  • Se empenhos a liquidar (Cl.6) > dotação restante (Cl.5) → dotação estourada ❌
  • Se liquidados a pagar (Cl.6) sem pagamento correspondente ao final do exercício → Restos a Pagar ⚠️
⚖️
Diferenças Temporárias vs. Erros Contábeis
✅ Diferença Temporária (normal)
  • OB emitida pelo SIGEF mas ainda não compensada pelo banco
  • Arrecadação do último dia do mês processada no dia seguinte
  • Transferência entre domicílios em trânsito
Ação: Documentar e aguardar a compensação. Sem lançamento adicional.
❌ Erro Contábil (corrigir)
  • Conta bancária diferente da registrada no SIGEF
  • Valor lançado a maior ou a menor
  • Fato econômico não lançado (omissão)
  • Lançamento duplicado
Ação: Estornar ou ajustar no mês corrente aberto com histórico.
📅
Rotina Mensal de Conformidade Contábil — CAERD

A conformidade contábil mensal é o atestado formal de que os registros estão corretos. O contador assina a conformidade no SIGEF após concluir as verificações abaixo:

# Verificação Prazo interno
1Conciliação bancária: extrato BB vs. conta 1.1.1 no SIGEF por domicílioAté dia 5 do mês seguinte
2Verificar natureza contábil das contas (saldo invertido = erro)Ao extrair o balancete
3Checar equilíbrio das Classes 5/6 por nível de controleAo extrair o balancete
4Registrar a depreciação mensal dos bens (NBC TSP 07)⚠️ Pendente — determinação TCE-RO
5Conferir superávit/déficit por fonte de recursoAntes de assinar a conformidade
6Assinar a conformidade contábil no SIGEF e transmitir a remessa ao TCE-RO via SIGAPConforme Portaria 31/GABPRES/2026
💻 SIGEF/RO — Sistema de Gestão Fiscal
Operação Prática do SIGEF
Como operar o SIGEF: cadastros, lançamentos, relatórios e conformidade com as normas do Estado de RO.
⚠️
Atenção — SIGEF/RO inverte as classes de resultado: No SIGEF, Classe 3 = VPD (Variações Patrimoniais Diminutivas) e Classe 4 = VPA (Variações Patrimoniais Aumentativas). Isso é o inverso do MCASP padrão (Cl.3=VPA, Cl.4=VPD). Todos os lançamentos neste módulo seguem a convenção do SIGEF/RO.
🔐
Acesso e Perfis no SIGEF

O acesso ao SIGEF é gerenciado pela DCC/CAU — Contadoria Central de Atendimento ao Usuário. Cada usuário recebe um perfil de acordo com a função exercida. Os perfis são compostos por transações específicas — solicite apenas o perfil correspondente à sua atribuição.

Código Perfil SIGEF Principais Transações Uso na CAERD
0001 Ordenador de Despesa Autorizar Ordem Bancária · Listar Relatórios Diretor/Gerente com poder de autorização de pagamentos
0005 Contabilidade UG Manter Conformidade Contábil · Fechar Mês UG · Ficha Razão · Balancete UG · Nota Lançamento · Conciliação Bancária CTU · Matriz Saldo Contábil · Diário · Encerrar Exercício Contador responsável pela CAERD
0006 Financeiro Orçamentário UG Nota Empenho · Liquidar Despesa · Manter Ordem Bancária · Cancelar Restos a Pagar · PP INSS/IRRF/ISS · Gerar Arquivo TCE · Programação Financeira Setor financeiro/orçamentário da CAERD
0259 Patrimônio - UG Nota Lançamento · Listar Nota Lançamento · Detalhar Conta · Balancete UG · Ficha Razão Setor de patrimônio (imobilizado)
0283 COB — Conciliação Bancária Manter Conciliação Bancária Mensal · Diária · Extrato · Detalhar Lançamento · Imprimir Anexo Conciliação TCE Responsável pela conciliação bancária
0613 Cadastro Domicílio Bancário Credor Incluir Domicílio Bancário Credor · Listar Credor · Listar Agência Bancária Cadastro de conta bancária de fornecedores
0526 Consulta Geral Listar NE, OB, Balancete, Ficha Razão, Execução Orçamentária — apenas consulta, sem alterações Gestores e auditores internos (somente leitura)
⚙️ Solicitação de Acesso — Passo a Passo
  1. Identificar o perfil necessário na tabela acima conforme a função
  2. Encaminhar ofício da chefia imediata à DCC/CAU informando: CPF, nome, cargo, perfil solicitado e UG 110050 (CAERD)
  3. A DCC/CAU habilita o contador/usuário via transação 0676 — Habilitar Contador UG/Gestão
  4. Receber senha provisória e acessar sigef.ro.gov.br → alterar senha no primeiro acesso
ℹ️
Problemas de acesso ou reset de senha: contatar a DCC/CAU via Processo SEI. Nunca compartilhe senha — cada lançamento fica registrado com o CPF do usuário logado. A DCC/CAU também é responsável por fechar o mês contábil (transação 0702) e encerrar o exercício (0700).
🗂️
Cadastro de Unidades Gestoras e Credores

Antes de qualquer lançamento de despesa é necessário que a UG e o credor estejam devidamente cadastrados no SIGEF.

Cadastro Dados Necessários Responsável
UG — Unidade Gestora Código UG (110050), CNPJ, domicílios bancários, fontes vinculadas DCC/CAU (perfil 0622)
Credor (Fornecedor/Servidor) CPF/CNPJ, nome, banco, agência, conta corrente Financeiro Orçamentário UG (perfil 0006)
Domicílio Bancário Credor Banco, agência, conta, tipo (arrecadação / pagamento / suprimento) Cadastro Dom. Bancário Credor (perfil 0613)
📝
Registro do Empenho e Acompanhamento Orçamentário

O empenho é o 1º estágio da despesa (Lei 4.320/64 art. 58). No SIGEF ele reserva dotação e gera simultaneamente o lançamento orçamentário nas Classes 5/6.

Caminho no SIGEF:
Execução Orçamentária → Despesa → Empenho → Emitir Empenho
Informar: UG, Credor, Elemento de Despesa, Fonte de Recurso, Valor, Histórico e Modalidade de Licitação
Campo Descrição Exemplo CAERD
CredorCNPJ/CPF do fornecedor já cadastrado07.130.024/0001-24
Elemento DespesaNatureza da despesa (PCASP)33903900 — Outros Serv. PJ
FonteVinculação de recurso (0100 = ordinário, 0148 = tarifas etc.)0148
ModalidadeTipo de licitação ou dispensa90 — Sem licitação (dispensa)
🚨
APL-TC 00123/22 V-d — NÃO CUMPRIDA: Toda despesa deve ser empenhada antes da realização. Despesa sem empenho prévio viola o art. 60 da Lei 4.320/64 e constitui infração de gestão sujeita a multa pelo TCE-RO.
💰
Liquidação e Pagamento no SIGEF
2º Estágio — Liquidação
Execução → Liquidação → Registrar Liquidação
  • Selecionar o empenho emitido
  • Informar data, NF/documento e valor a liquidar
  • Verificar conformidade com o contrato/nota fiscal
  • Salvar — o sistema reduz o saldo "a liquidar" automaticamente
3º Estágio — Pagamento (OB)
Execução → Ordem Bancária → Emitir OB
  • Vincular à liquidação correspondente
  • Informar domicílio bancário e conta do credor
  • Autorizar com senha do Ordenador de Despesa
  • OB transmitida ao banco via SIGEF → confirmação no extrato
Retenções e Tributos:

Ao liquidar, o SIGEF calcula automaticamente as retenções (INSS, ISS, IRRF) se configuradas no cadastro do credor. Verifique os saldos das contas de retenção (2.1.3 — Consignações a Recolher) mensalmente para identificar retenções não repassadas.

📊
Extração de Balancete e Demonstrações Contábeis

O SIGEF permite extrair todas as demonstrações exigidas pelo MCASP e pela IN 13/TCE-RO. As remessas ao TCE-RO são transmitidas via SIGAP (Sistema Integrado de Auditoria Pública do TCE-RO).

Demonstração / Relatório Caminho / Transação SIGEF Arquivo SIGAP
Balancete Mensal Pesquisar "balan" → Balancete Unidade Gestora
Transação: 0692
TC-02
Demonstrativos Lei 4.320/64 e MCASP
(Anexos 01 a 14 — Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e DVP)
Pesquisar "balan"Relatórios Balanço Geral do Estado
Transação: 1332 — selecionar Anexo desejado, informar UG, mês e imprimir
TC-04 / TC-05
TC-06 / TC-07
Bens Móveis — Inventário Patrimônio → Inventário → Relatório de Bens Móveis TC-15
Bens Imóveis — Inventário Patrimônio → Inventário → Relatório de Bens Imóveis TC-16
Remessa SIGAP/TCE-RO
(geração do arquivo de prestação de contas ao Tribunal)
Pesquisar "arquivo tce"Gerar Arquivo TCE / Listar Arquivo TCE
Transações: 1970 (Gerar) · 1969 (Listar) — perfil 0006 Financeiro Orçamentário UG
Após gerar: transmitir via SIGAP conforme prazo da Portaria 31/GABPRES/2026
Todos os TC-*
Conformidade Contábil e Documentação de Suporte

A Conformidade Contábil é o ato pelo qual o contador responsável atesta que os registros do mês estão corretos. No SIGEF ela é registrada formalmente após todas as conciliações.

Caminho no SIGEF:
Conformidade → Contábil → Registrar Conformidade Contábil → Selecionar UG/Mês → Assinar
Documento de Suporte Finalidade Guarda
Extrato bancário impresso/exportadoComprovação da conciliação bancáriaMínimo 5 anos
Nota Fiscal / ReciboSuporte à liquidação da despesaMínimo 5 anos
Contrato / Ordem de ServiçoVínculo do empenho com o objeto contratadoVigência + 5 anos
Planilhas TC-15 e TC-16 assinadasInventário de bens para o TCE-ROPermanente
Razão por conta exportado do SIGEFSuporte à análise de saldos em auditoriaMínimo 5 anos
Períodos encerrados não são reabertos no SIGEF: Após o fechamento do mês pela DCC/CAU, eventuais ajustes devem ser registrados no mês corrente aberto com histórico contábil referenciando o período de origem. Nunca aguarde reabertura — isso não ocorre.
✅ Conformidade Contábil
Regras de Conformidade e Controle Interno
Normas, prazos e procedimentos de conformidade que a CAERD deve cumprir perante o TCE-RO e STN.
Conteúdo deste módulo
📅
Prazos de Remessas Mensais ao TCE-RO — Portaria 31/GABPRES/2026

A Portaria 31/GABPRES, de 06/03/2026, atualiza as regras da IN nº 72/TCE-RO/2020 para o exercício 2026. A CAERD, como empresa estatal dependente (Decreto 30.663/2025), está sujeita ao envio mensal de remessas nos módulos Contábil, Orçamentário, Pessoal, Contratos e Obras.

⚠️
Remessa mensal — Janiero e Fevereiro/2026: prazo especial unificado em 31/03/2026. A partir de março, o prazo é o último dia útil do mês subsequente ao de referência.
Mês de Referência Prazo de Entrega (SIGAP) Módulos Obrigatórios (CAERD)
Janeiro/2026 até 31/03/2026 ⚠️ Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Fevereiro/2026 até 31/03/2026 ⚠️ Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Março/2026 até 30/04/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Abril/2026 até 31/05/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Maio/2026 até 30/06/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Junho/2026 até 31/07/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Julho/2026 até 31/08/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Agosto/2026 até 30/09/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Setembro/2026 até 31/10/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Outubro/2026 até 30/11/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Novembro/2026 até 31/12/2026 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras
Dezembro/2026 até 28/02/2027 Contábil · Orçamentário · Pessoal · Contratos · Obras + BalanceteVerificacaoEmpr.xml (posição 31/12/2026)
Contratos (mensal) último dia do mês subseq. RolContratos · AcompContrato · SituacaoContrato · FiscalGestor · PDFs
Obras (mensal) último dia do mês subseq. RolObras · AcompObras · RespTecnico · Relatório Fotográfico · Planilhas

⚠️ Prazo encerrado às 23h59min59s (horário de Rondônia) do dia fixado. Remessa fora do prazo sujeita a sanção (art. 55, LC 154/1996). Retificação somente dentro do prazo regulamentar.

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Determinações TCE-RO Pendentes — CAERD (UG 110050)

As seguintes determinações do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia constam como NÃO CUMPRIDAS ou EM ANDAMENTO no Relatório de Providências exercício 2025, conforme Acórdão APL-TC 00236/25 (PCe 01486/25, em 13/01/2026).

NÃO CUMPRIDA
APL-TC nº 00123/22 · Item V, alínea "d"
PCe nº 01749/19 · Prestação de Contas Exercício 2018 · Acórdão de 30/06/2022
Determinação: Estabelecer controles rigorosos das despesas públicas, com vistas a obstar o cancelamento indevido de empenhos e a realização de despesas sem prévio empenho ao final de cada exercício financeiro.
📌 Mantida como não cumprida pelo Acórdão APL-TC nº 00236/25 (PCe 01486/25, em 13/01/2026).
NÃO CUMPRIDA
APL-TC nº 00126/22 · Item III, subitem 4
PCe nº 01281/21 · Prestação de Contas Exercício 2020 · Acórdão de 08/07/2022
Determinação: Estabelecer controles das despesas públicas de forma a não realizar despesa sem prévio empenho. Matéria de mesmo teor do APL-TC 00044/24 (item V), ambas mantidas não cumpridas pelo TCE-RO.
📌 Mantida como não cumprida pelo Acórdão APL-TC nº 00236/25 (PCe 01486/25, em 13/01/2026).
EM ANDAMENTO
APL-TC nº 00268/23 · Item III, alínea "c"
PCe nº 01747/23 · Prestação de Contas Exercício 2022 · Acórdão de 19/12/2023
Determinação: Adoção de normas, políticas e controles para depreciação dos bens móveis e imóveis do patrimônio público, com reconhecimento contábil tempestivo nos termos da NBC TSP 07 e da Portaria STN 548/2015.
📌 Considerada não cumprida pela DM nº 0106/2024GCJEPPM. Registros de 2026 mostram depreciação de imóveis paralisada (saldo fixo de R$ 113.799.771,65 nos meses jan–mai/2026) e movimentação ínfima em bens móveis (R$ 7.988,85 em fev/2026). Alerta enviado à CAERD via Ofício nº 1465/2025/COGESCAPRCG.
ℹ️
Impacto para a Prestação de Contas Anual: O não cumprimento dessas determinações até a entrega das contas de 2026 (prazo: 31/03/2027 — IN 13/2004/TCE-RO art.10 III) pode resultar em sanção ao responsável pela UG (art. 55, LC 154/1996) e comprometer a aprovação das contas pelo TCE-RO.
🎯 Módulo 6
Casos Práticos – Situações Reais da CAERD
Exercícios com situações do dia a dia para fixar o conhecimento.
📝
Caso 1: Depreciação de equipamento de bombeamento
Situação: A CAERD possui uma bomba d'água adquirida por R$ 120.000. Vida útil estimada: 10 anos. Calcular e registrar a depreciação mensal.

Solução:

  • Valor depreciável = R$ 120.000 (sem valor residual neste exemplo)
  • Taxa anual = 100% ÷ 10 anos = 10% ao ano
  • Depreciação mensal = R$ 120.000 × 10% ÷ 12 = R$ 1.000/mês
📋 Lançamento mensal no SIGEF
D
3.8.1 – VPD de Depreciação
VPD
R$ 1.000
C
1.2.3 – (-) Depreciação Acumulada – Equipamentos
ATIVO RED.
R$ 1.000
📝
Caso 2: Convênio recebido do Estado
Situação: A CAERD recebe R$ 200.000 de convênio do Estado de RO para ampliar rede de água na zona rural. O recurso é recebido antes da execução da obra.
📋 Recebimento do convênio (antes da execução)
D
1.1.1 – Caixa e Equivalentes
R$ 200.000
C
2.1.9 – Receitas Antecipadas / Adiantamento de Convênio
Passivo — obrigação de executar
PASSIVO
R$ 200.000

APÓS EXECUÇÃO E PRESTAÇÃO DE CONTAS

D
2.1.9 – Receitas Antecipadas
R$ 200.000
C
4.3.1 – VPA de Transferências Governamentais
VPA
R$ 200.000
📝
Caso 3: Regularização de fato não lançado
Situação: A equipe descobre que em março/2026 houve um serviço de manutenção de R$ 15.000 executado e pago, mas não foi feito o lançamento de liquidação patrimonial no SIGEF — apenas o pagamento financeiro foi registrado.
⚠️
O problema: O sistema mostra que houve pagamento (saída de caixa) mas não existe a contrapartida de VPD. Isso gera inconsistência patrimonial e afeta a conformidade.
📋 Lançamento de regularização (ajuste)

O pagamento já existe, então o que falta é a VPD que deveria ter sido lançada na liquidação. Verificar se o período está aberto no SIGEF.

D
3.3.2 – VPD Serviços de Manutenção
Hist: Regularização - manutenção ref. março/26 - NF nº XXXX
VPD
R$ 15.000
C
2.1.1 – Fornecedores
A baixar imediatamente com o pagamento já efetuado
PASSIVO
R$ 15.000

Segundo lançamento – baixa do passivo (já pago)

D
2.1.1 – Fornecedores
R$ 15.000
C
1.1.1 – Caixa e Equivalentes
Regulariza a saída de caixa que estava "solta"
R$ 15.000
🏆
Resumo – O que a equipe precisa priorizar

📌 Imediato (próximas semanas)

  • Mapear todos os fatos não lançados no SIGEF desde janeiro/2026
  • Lançamentos de regularização realizados no mês corrente aberto no SIGEF — meses já encerrados não são reabertos
  • Realizar a primeira conciliação bancária completa
  • Cadastrar todos os fornecedores no SIGEF

📌 Médio prazo (próximos 3 meses)

  • Estabelecer rotina mensal de conformidade
  • Treinar equipe na operação do SIGEF
  • Implantar controle de estoques vinculado ao PCASP
  • Realizar inventário e depreciação dos bens
🎓
Parabéns por chegar até aqui!Com esses fundamentos, a equipe da CAERD tem o conhecimento básico para começar a operar corretamente a contabilidade pública. O mais importante é criar a rotina mensal e regularizar os lançamentos pendentes o quanto antes.
🏁 Quiz Final: Qual dos itens abaixo NÃO é uma etapa da despesa orçamentária no setor público?
Análise de Balancete da UG

Identifique erros.
Corrija na raiz.

Balancete simulado da CAERD com 5 erros reais embutidos — cada um com diagnóstico lógico completo e solução de lançamento contábil.

E1 · Saldo Invertido E2 · Conta Zerada Indevida E3 · VPD sem Empenho E4 · Caixa Negativo E5 · Controle sem Contrapartida

🔍 Como ler o balancete da UG

  • O balancete do SIGEF mostra: conta, saldo devedor e saldo credor do período
  • Contas de ATIVO (Cl.1) e VPD (Cl.3) devem ter saldo devedor
  • Contas de PASSIVO/PL (Cl.2) e VPA (Cl.4) devem ter saldo credor
  • Contas de controle (Cl. 5–8) aparecem sempre em pares equilibrados
  • O somatório final de débitos deve igualar o de créditos

⚡ Regra de ouro da análise lógica

Antes de qualquer análise, faça 3 perguntas por conta:

  • 1. A natureza bate? Ativo com saldo devedor, Passivo com credor?
  • 2. O valor é plausível? Zero quando deveria ter saldo? Negativo?
  • 3. Tem contrapartida? Todo débito tem um crédito correspondente?
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO — UG: CAERD · SIGEF/RO
Período: Janeiro/2026 · Gerado em: PCASP + Natureza · Clique na tag [ERRO] para ir à análise
⚠ 5 ERROS IDENTIFICADOS
CONTA PCASP DESCRIÇÃO SD ANTERIOR DÉBITOS CRÉDITOS SD ATUAL SC ATUAL
▸ CLASSE 1 — ATIVO
1.1.1.1.10 Caixa e Equivalentes — Conta Movimento E4 ▸ CAIXA NEGATIVO 180.000,00 520.000,00 720.000,00 (20.000,00)
1.1.1.2.10 Caixa e Equiv. — Aplicações de Liquidez Imediata 45.000,00 10.000,00 8.000,00 47.000,00
1.1.3.1.10 Clientes / Créditos a Receber — Tarifas 230.000,00 310.000,00 285.000,00 255.000,00
1.2.3.1.10 Estoques — Almoxarifado (Mat. de Tratamento) E2 ▸ ZERADO INDEVIDO 68.000,00 0,00 0,00 0,00
1.2.4.1.10 Imobilizado — Máquinas e Equipamentos 2.400.000,00 120.000,00 0,00 2.520.000,00
1.2.4.1.99 (–) Depreciação Acumulada — Máq. e Equipamentos 0,00 12.000,00 12.000,00
▸ CLASSE 2 — PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
2.1.1.1.10 Fornecedores Nacionais E1 ▸ SALDO INVERTIDO 95.000,00 45.000,00 50.000,00
2.1.2.1.10 Pessoal a Pagar 480.000,00 500.000,00 20.000,00
2.2.1.1.10 Empréstimos e Financiamentos — LP 15.000,00 15.000,00 0,00
2.3.1.0.00 Patrimônio / Capital Social Integralizado 0,00 0,00 3.200.000,00
▸ CLASSE 3 — VPD (Variações Patrimoniais Diminutivas)
3.1.1.1.10 VPD — Vencimentos e Salários 500.000,00 0,00 500.000,00
3.1.2.1.10 VPD — Encargos Patronais (INSS/FGTS) 85.000,00 0,00 85.000,00
3.3.2.1.10 VPD — Serviços de Manutenção de Redes E3 ▸ VPD SEM EMPENHO 78.000,00 0,00 78.000,00
3.3.4.1.10 VPD — Serviços de Energia Elétrica 42.000,00 0,00 42.000,00
3.8.1.1.10 VPD — Depreciação de Bens Móveis 12.000,00 0,00 12.000,00
▸ CLASSE 4 — VPA (Variações Patrimoniais Aumentativas)
4.1.2.2.10 VPA — Serviços de Abastecimento de Água 0,00 850.000,00 850.000,00
4.1.2.3.10 VPA — Serviços de Esgotamento Sanitário 0,00 210.000,00 210.000,00
4.9.9.1.10 VPA — Outras Variações — Juros de Aplicações 0,00 1.200,00 1.200,00
▸ CLASSE 5 — CONTROLES — APROVAÇÃO DO PLANEJAMENTO
5.2.1.1.10 Crédito Disponível — Dotação Inicial LOA 2026 0,00 1.800.000,00 1.800.000,00
▸ CLASSE 6 — CONTROLES — EXECUÇÃO DO PLANEJAMENTO
6.2.1.1.10 Crédito Disponível — Execução E5 ▸ CONTROLE DESBALANCEADO 1.800.000,00 705.000,00 1.095.000,00
6.2.2.1.10 Empenhos a Liquidar E5 ▸ CONTROLE DESBALANCEADO 705.000,00 627.000,00 78.000,00
6.2.3.1.10 Liquidados a Pagar 627.000,00 627.000,00 0,00
6.2.4.1.10 Pagos 627.000,00 627.000,00 0,00
TOTAL GERAL (antes dos ajustes) 6.026.000,00 6.026.000,00 ⚠ FECHA — mas com erros internos

⚠️ Atenção: balancete que "fecha" pode ter erros graves

O total de débitos igual ao total de créditos não garante que os lançamentos estão corretos. Erros de natureza contábil (saldo invertido), contas erradas e falta de vinculação orçamentária não aparecem no totalizador — mas comprometem as demonstrações e a conformidade.

// ANÁLISE Diagnóstico e Solução — Caso a Caso

Cada erro identificado no balancete, com a análise lógica e os lançamentos corretivos.

E1

Saldo Invertido em Fornecedores 2.1.1.1.10

Conta de passivo apresentando saldo devedor — a natureza contábil está invertida

VER ANÁLISE

🔴 O Problema Identificado

A conta 2.1.1.1.10 – Fornecedores Nacionais apresenta saldo devedor de R$ 50.000.

  • Conta de Passivo (Classe 2) SEMPRE deve ter saldo credor
  • Saldo devedor em passivo indica que houve mais saída (débito) do que entrada (crédito)
  • Isto é logicamente impossível: não se pode pagar mais do que se deve
  • Débitos: R$ 95.000 · Créditos: R$ 45.000 → diferença de R$ 50.000 a maior no débito

🟡 Diagnóstico Lógico — O que pode ter causado

  • Causa mais provável: Pagamento registrado sem a liquidação correspondente — baixou o fornecedor sem antes ter reconhecido a dívida
  • Causa alternativa: Lançamento com D/C trocados na liquidação — debitou em VPD e debitou também em Fornecedores ao invés de creditar
  • Causa alternativa: Estorno de empenho/liquidação feito incorretamente, gerando excesso de débito na conta
  • Verificar no SIGEF os documentos: há NF/liquidação vinculada ao pagamento de R$ 95.000?

✅ Solução — Regularização do lançamento

Identificada a causa (pagamento sem liquidação), o procedimento é:

  • Passo 1: Localizar a NF/NFS-e do fornecedor no processo administrativo
  • Passo 2: Registrar a liquidação que estava faltando (reconhece a dívida)
  • Passo 3: Verificar se a despesa tinha empenho — se não, é o Erro E5 também
// LANÇAMENTO CORRETIVO — Liquidação que estava faltando (R$ 50.000 do desequilíbrio)
D
3.3.x.x.xx – VPD referente ao serviço/material adquiridoEx: 3.3.2 Manutenção, 3.4.1 Material de Consumo etc.
VPD
R$ 50.000
C
2.1.1.1.10 – Fornecedores NacionaisReconhece a obrigação — saldo credor restaurado
PASSIVO
R$ 50.000
Saldo antes
SD R$ 50.000 ❌
Saldo após ajuste
SC R$ 0,00 ✓
Impacto nas DCASP
DVP e Balanço Patrimonial
E2

Estoque Zerado com Saldo Anterior 1.2.3.1.10

Conta de estoque com saldo anterior de R$ 68.000 aparece zerada sem movimentação registrada no período

VER ANÁLISE

🔴 O Problema Identificado

A conta 1.2.3.1.10 – Estoques (Material de Tratamento) tinha saldo anterior de R$ 68.000, mas no período apresenta débitos e créditos zerados, resultando em saldo atual de R$ 0,00.

  • Saldo anterior positivo indica que havia material em estoque
  • Sem movimentação registrada no período — nem entrada, nem saída formal
  • R$ 68.000 "desapareceram" contabilmente sem lançamento
  • O almoxarifado provavelmente consumiu o material mas ninguém lançou no SIGEF

🟡 Diagnóstico Lógico — Possíveis causas

  • Causa mais provável: Material foi consumido nas operações (tratamento de água/esgoto) mas o lançamento de baixa de estoque não foi feito — o físico não bate com o contábil
  • Causa alternativa: Houve inventário/ajuste manual feito diretamente no módulo de estoque sem gerar o lançamento patrimonial correspondente
  • Causa alternativa: Transferência de material para outra unidade sem documentação/lançamento
  • Ação imediata: comparar com ficha de controle do almoxarifado e requisições de material do mês

✅ Solução — Depende do que ocorreu com o material

  • Se foi consumido nas operações: Registrar VPD de consumo de material
  • Se foi transferido para outra UG: Lançamento de transferência entre unidades
  • Se houve perda/sinistro: VPD de perdas involuntárias com nota explicativa
// LANÇAMENTO — Baixa por consumo operacional (hipótese mais provável)
D
3.4.1.1.10 – VPD Consumo de Material de TratamentoHist: Regularização consumo almox. jan/2026 — conf. requisições nº XX a XX
VPD
R$ 68.000
C
1.2.3.1.10 – Estoques — Material de TratamentoBaixa do saldo anterior sem movimentação registrada
ATIVO
R$ 68.000
Problema
R$ 68K sem VPD
Após regularização
VPD registrada ✓
Impacto
DVP + Custo operacional
E3

VPD Lançada sem Empenho Correspondente 3.3.2.1.10

Despesa patrimonial de R$ 78.000 registrada sem o empenho orçamentário — viola a Lei 4.320/64

VER ANÁLISE

🔴 O Problema Identificado

A conta 3.3.2.1.10 – VPD Serviços de Manutenção de Redes registrou R$ 78.000 de despesa patrimonial. Porém, ao cruzar com as contas de controle (Classe 6), nota-se que o valor de empenho a liquidar não foi totalmente consumido na liquidação — há R$ 78.000 sobrando em Empenhos a Liquidar sem a liquidação correspondente.

  • VPD de R$ 78.000 lançada → indica serviço reconhecido patrimonialmente
  • Contas de controle mostram R$ 78.000 ainda em "Empenhos a Liquidar" — não houve a liquidação orçamentária
  • A despesa patrimonial foi reconhecida mas a execução orçamentária não foi concluída
  • Violação do art. 63 da Lei 4.320/64: liquidação exige verificação do direito do credor

🟡 Diagnóstico Lógico

  • O que ocorreu: O setor fez o lançamento patrimonial (VPD + Fornecedor) mas não registrou a etapa de liquidação no módulo orçamentário do SIGEF
  • Isso gera inconsistência entre o patrimonial (serviço reconhecido) e o orçamentário (empenho ainda "aberto")
  • O fornecedor pode já ter sido pago financeiramente, mas sem liquidação orçamentária o sistema não vincula o pagamento ao empenho
  • Verificar: existe NF do serviço? O pagamento foi feito? A Ordem Bancária foi emitida?

✅ Solução — Registrar a Liquidação Orçamentária no SIGEF

  • No SIGEF: Despesa → Liquidação → Nova Liquidação → informar o número da NE
  • Vincular a Nota Fiscal ao processo de liquidação
  • O sistema gerará automaticamente os lançamentos nas contas de controle
  • Se o pagamento já ocorreu: registrar também a OB vinculada
// LANÇAMENTO DE LIQUIDAÇÃO (orçamentário — gerado automaticamente pelo SIGEF)
D
6.2.3.1.10 – Liquidados a PagarTransfere da etapa "empenho" para "liquidado"
CONTROLE
R$ 78.000
C
6.2.2.1.10 – Empenhos a LiquidarBaixa o empenho "aberto" — encerra o estágio
CONTROLE
R$ 78.000
// LANÇAMENTO PATRIMONIAL (já existia — confirmar que está correto)
D
3.3.2.1.10 – VPD Serviços de Manutenção de RedesJá lançado — verificar se vinculado ao empenho correto
VPD ✓
R$ 78.000
C
2.1.1.1.10 – FornecedoresJá lançado — o passivo deve existir até o pagamento
PASSIVO ✓
R$ 78.000
Irregularidade
Lei 4.320/64 art. 63
Solução
Registrar liquidação
Risco
Conformidade contábil
E4

Caixa com Saldo Negativo 1.1.1.1.10

Conta de disponibilidades apresentando saldo credor de R$ 20.000 — fisicamente impossível

VER ANÁLISE

🔴 O Problema Identificado

A conta 1.1.1.1.10 – Caixa e Equivalentes (Conta Movimento) apresenta saldo credor de R$ (20.000,00) — o que é fisicamente impossível: não existe saldo negativo em conta bancária sem cheque especial.

  • Saldo anterior: R$ 180.000 (devedor — correto)
  • Débitos do período: R$ 520.000 (entradas — arrecadações e transferências)
  • Créditos do período: R$ 720.000 (saídas — pagamentos)
  • Créditos superam débitos + saldo anterior em R$ 20.000 → caixa "negativo"

🟡 Diagnóstico Lógico — Investigação necessária

  • Hipótese 1 (mais comum): Pagamento registrado em duplicidade — a mesma OB foi lançada duas vezes no SIGEF
  • Hipótese 2: Receita não lançada — arrecadação de tarifas foi depositada no banco mas não foi registrada no sistema como entrada de caixa
  • Hipótese 3: Lançamento de transferência entre contas bancárias creditou o caixa duas vezes sem o débito correspondente
  • Hipótese 4: OB de R$ 20.000+ lançada com D/C invertidos
  • Ação: gerar extrato bancário e comparar linha a linha com o razão da conta 1.1.1 no SIGEF

✅ Solução — Depende da causa identificada na conciliação

  • Se for OB duplicada: Estornar o segundo lançamento no SIGEF com autorização do gestor
  • Se for receita não lançada: Registrar a arrecadação faltante (D: Caixa / C: VPA)
  • Se for D/C invertido: Estornar o lançamento errado e refazer corretamente
// LANÇAMENTO CORRETIVO — Hipótese 1: Estorno de OB duplicada (R$ 20.000)
D
1.1.1.1.10 – Caixa e Equivalentes — Conta MovimentoHist: Estorno lançamento duplicado OB nº XXXX — conf. extrato bancário
ATIVO
R$ 20.000
C
2.1.x.x.xx – Passivo correspondente (Fornecedor/Credor)Restaura o passivo que foi baixado indevidamente na duplicidade
PASSIVO
R$ 20.000
// LANÇAMENTO CORRETIVO — Hipótese 2: Receita não lançada
D
1.1.1.1.10 – Caixa e EquivalentesRegulariza a entrada de caixa já ocorrida no banco
ATIVO
R$ 20.000
C
4.1.2.x.xx – VPA de Serviços (arrecadação correspondente)Registra a variação patrimonial aumentativa omitida
VPA
R$ 20.000
Saldo irregular
SC (20.000) ❌
Após ajuste
SD positivo ✓
Exige
Conciliação bancária
E5

Contas de Controle (Cl. 6) sem Contrapartida 6.2.1 / 6.2.2

Empenhos a Liquidar com saldo de R$ 78.000 sem liquidação — desbalanceia o controle orçamentário

VER ANÁLISE

🔴 O Problema Identificado

As contas de controle da Classe 6 estão desbalanceadas: a conta 6.2.2 – Empenhos a Liquidar apresenta saldo devedor de R$ 78.000 que não foi transferido para 6.2.3 – Liquidados a Pagar.

  • 6.2.1 Crédito Disponível: SD R$ 1.095.000 (dotação não comprometida)
  • 6.2.2 Empenhos a Liquidar: SD R$ 78.000 — empenho "aberto" sem liquidação
  • 6.2.3 Liquidados a Pagar: zerado — nenhuma liquidação pendente de pagamento
  • Isto confirma o Erro E3: a VPD foi lançada patrimonialmente mas a liquidação orçamentária não foi registrada

🟡 Diagnóstico Lógico — A cadeia completa do erro

  • As classes 5 e 6 funcionam como um "espelho" do orçamento — cada fase deve ser registrada em sequência
  • O empenho foi lançado corretamente: D: 6.2.1 (crédito diminuiu) / C: 6.2.2 (empenho aberto)
  • A liquidação não foi feita: a conta 6.2.2 deveria ter sido debitada e 6.2.3 creditada
  • Resultado: R$ 78.000 "presos" em Empenhos a Liquidar sem nunca ter passado pela liquidação
  • Este erro é diretamente relacionado ao E3 — são faces do mesmo problema

✅ Solução — Registrar a liquidação orçamentária no SIGEF

  • A correção do E3 (registrar liquidação no módulo orçamentário) resolve automaticamente o E5
  • O SIGEF ao processar a liquidação gera os lançamentos nas contas de controle
  • Após a liquidação, se o pagamento já foi feito, registrar também o pagamento (6.2.4)
// LANÇAMENTOS DE CONTROLE — Liquidação + Pagamento (gerados pelo SIGEF)
D
6.2.3.1.10 – Liquidados a Pagar
CONTROLE
R$ 78.000
C
6.2.2.1.10 – Empenhos a LiquidarEncerra o estágio de empenho
CONTROLE
R$ 78.000
D
6.2.4.1.10 – Pagos(Se o pagamento já tiver ocorrido)
CONTROLE
R$ 78.000
C
6.2.3.1.10 – Liquidados a Pagar
CONTROLE
R$ 78.000
Situação atual
Empenho "preso" ❌
Após regularização
Ciclo completo ✓
Impacto
Dados SIGEF / Exec. orç.
// RESUMO Mapa de Ações Corretivas

Consolidado de todos os erros, causas e ações necessárias para regularização no SIGEF.

# Erro Conta Afetada Causa Provável Ação no SIGEF Urgência
E1 Saldo invertido em Fornecedores 2.1.1.1.10 Pagamento sem liquidação prévia Lançar liquidação faltante com NF IMEDIATO
E2 Estoque zerado sem movimentação 1.2.3.1.10 Consumo de material não lançado VPD de consumo com requis. de mat. ESTA SEMANA
E3 VPD sem liquidação orçamentária 3.3.2.1.10 Lançamento patrimonial sem etapa orçamentária Módulo Despesa → Liquidação no SIGEF IMEDIATO
E4 Caixa negativo R$ (20.000) 1.1.1.1.10 OB duplicada ou receita não lançada Conciliação bancária + estorno ou lançamento IMEDIATO
E5 Empenho a liquidar sem liquidação 6.2.2.1.10 Consequência direta do E3 Resolvido junto com E3 COM E3

🎯 Conclusão da Análise Lógica

Três dos cinco erros são urgentes e afetam diretamente a conformidade contábil de janeiro/2026. O caixa negativo (E4) é o mais crítico — exige conciliação bancária imediata. O E3 e E5 são faces do mesmo problema e se resolvem juntos no módulo de liquidação do SIGEF. Após as correções, refazer o balancete e verificar se os totais e saldos foram normalizados antes de assinar a conformidade contábil.

Ingresso de Receita · Rendimentos · PASEP

Por que registrar
a receita corretamente
muda tudo.

A base de cálculo do PASEP, o reconhecimento correto de rendimentos financeiros e os reflexos diretos na conformidade contábil da CAERD.

01 · FUNDAMENTOS
Os 4 Estágios da Receita Pública
Na contabilidade pública, a receita não é reconhecida de uma vez. Ela percorre 4 estágios obrigatórios — e cada um exige registro correto no SIGEF.
01

Previsão

A LOA estima o quanto a CAERD vai arrecadar no ano. Registrada nas contas de controle (Cl. 5). Ainda não é receita de fato.

02

Lançamento

Identificação do crédito tributário ou direito de receber. Para tarifas: emissão da fatura ao cliente. Gera o direito, mas não o caixa.

03

Arrecadação ★

O dinheiro entra efetivamente no caixa/banco. Aqui nasce o fato contábil principal e a base para cálculos como PASEP.

04

Recolhimento

Transferência para o Tesouro Estadual (quando aplicável). Para receitas próprias da CAERD, este estágio pode não existir.

⚠️
Regime misto — atenção redobrada

No orçamentário, a receita é reconhecida no recebimento (caixa) — estágio 3. No patrimonial, pelo fato gerador (competência) — estágio 2 (emissão da fatura). A CAERD precisa registrar os dois: o direito quando fatura, e o ingresso quando recebe. Omitir qualquer um gera inconsistência no balancete e erro no PASEP.

📐 Visão completa: do faturamento ao caixa
A

Emissão da fatura (competência patrimonial)

CAERD emite a conta de água/esgoto ao cliente. Nasce o direito de receber — registra VPA e crédito a receber.

D: 1.1.3 Créditos a Receber C: 4.1.2 VPA de Serviços
B

Recebimento (arrecadação — caixa)

Cliente paga. Entra dinheiro no banco. Este momento define a base de cálculo do PASEP.

D: 1.1.1 Caixa e Equiv. C: 1.1.3 Créditos a Receber
C

Registro orçamentário (arrecadação orçamentária)

Paralelamente, lança a receita nas contas de controle para execução do orçamento.

D: 6.1.x Receita Arrecadada C: 5.1.x Previsão de Receita
D

Inadimplência — receita não recebida

Créditos vencidos e não recebidos permanecem no ativo como "Créditos a Receber" mas não entram na base do PASEP — pois não houve ingresso efetivo de caixa.

Provisão para perdas: D: 3.9.1 VPD Provisões / C: 1.1.3.x Prov. Devedores Duvidosos
SEÇÃO 02
02 · CLASSIFICAÇÃO
As Receitas da CAERD — Classificação Correta
Cada tipo de receita tem conta PCASP, rubrica orçamentária e impacto diferente na base do PASEP. Classificar errado é o erro mais comum.
Tipo de Receita Conta PCASP Rubrica Orçamentária Entra na Base PASEP? Regime de Reconhecimento
Tarifas de Água 4.1.2.2.10 1.7.0.0.0 – Rec. de Serviços ✅ SIM Competência (fatura) + Caixa (recebimento)
Tarifas de Esgoto 4.1.2.3.10 1.7.0.0.0 – Rec. de Serviços ✅ SIM Competência (fatura) + Caixa (recebimento)
Ligações Novas / Serviços Avulsos 4.1.2.9.10 1.7.0.0.0 – Rec. de Serviços ✅ SIM Caixa (prestação do serviço)
Rendimentos de Aplicações Financeiras 4.9.1.1.10 1.9.0.0.0 – Outras Rec. Correntes ✅ SIM Competência (apropriação mensal)
Transferências da LOA Estadual 4.3.1.x.xx 1.7.2.0.0 – Transf. Correntes ⚠️ VERIFICAR Caixa (recebimento do repasse)
Alienação de Bens Patrimoniais 4.6.1.x.xx 2.2.0.0.0 – Alienações ❌ NÃO Receita de Capital — não compõe base PASEP
Convênios e Subvenções 4.3.2.x.xx 1.7.2.0.0 – Transf. Correntes ❌ NÃO Receita de capital/convênio — excluída da base
Indenizações e Restituições 4.9.9.x.xx 1.9.9.0.0 – Outras Rec. ⚠️ CASO A CASO Verificar natureza — pode ou não compor base
Atenção: Receitas Correntes × Receitas de Capital A base do PASEP é composta pelas Receitas Correntes arrecadadas. Receitas de Capital (alienações, empréstimos, amortizações) são excluídas. Classificar uma receita corrente como capital — ou vice-versa — distorce diretamente o valor do PASEP devido.
SEÇÃO 03
03 · RENDIMENTOS
Rendimentos Financeiros — Reconhecimento Correto
Aplicações financeiras geram rendimentos todos os meses. Estes rendimentos integram a base do PASEP e precisam ser apropriados mensalmente — não apenas quando resgatados.
❌ Como a equipe faz (errado)
  • Aplica R$ 500.000 em fundo de renda fixa
  • Em 3 meses, o banco acredita R$ 6.000 de rendimento
  • A equipe só lança quando há resgate ou extrato mensal explícito
  • Resultado: rendimentos de jan. e fev. aparecem só em março
  • PASEP de jan./fev. calculado com base menor que o correto
  • Dados no SIGEF ficam subavaliados — impacta conformidade e PASEP
✅ Como deve ser feito (correto)
  • Aplicação registrada como saída de caixa para ativo financeiro
  • Mensalmente, apropriar o rendimento pelo regime de competência
  • Lançar VPA de Rendimentos todo mês, mesmo sem resgate
  • Ao resgatar: baixar o ativo financeiro e registrar o caixa
  • PASEP calculado sobre a receita correta de cada mês
  • SIGEF reflete a realidade — conformidade e PASEP corretos
💡
Por que o regime de competência importa para os rendimentos?

A STN exige que os rendimentos de aplicações financeiras sejam reconhecidos no período em que são gerados, independente do resgate. A NBC TSP 03 trata especificamente da mensuração de ativos financeiros no setor público. Apropriar apenas no resgate viola este princípio e distorce a base de contribuição do PASEP mês a mês.

📋 Exemplo completo — Aplicação financeira da CAERD

Situação: CAERD aplica R$ 300.000 em fundo DI em 02/jan/2026. Taxa estimada: 0,8% a.m. No mês de janeiro, rendimento apurado pelo banco: R$ 2.400.

// LANÇAMENTO 1 — Saída para aplicação (02/jan)
D
1.1.2.1.10 – Aplicações Financeiras de Liquidez ImediataAtivo financeiro — saiu do caixa para a aplicação
ATIVO
R$ 300.000
C
1.1.1.1.10 – Caixa e Equivalentes — Conta MovimentoSaída do banco para o fundo
ATIVO
R$ 300.000
// LANÇAMENTO 2 — Apropriação do rendimento (31/jan — competência)
D
1.1.2.1.10 – Aplicações Financeiras (atualização do valor)O ativo cresce com o rendimento ainda não resgatado
ATIVO
R$ 2.400
C
4.9.1.1.10 – VPA Rendimentos de Aplicações Financeiras⚠ Esta VPA INTEGRA a base de cálculo do PASEP
VPA
R$ 2.400
// LANÇAMENTO 3 — Resgate total em fev. (quando vier o dinheiro de volta)
D
1.1.1.1.10 – Caixa e EquivalentesEntrada do valor total resgatado
ATIVO
R$ 302.400
C
1.1.2.1.10 – Aplicações FinanceirasBaixa total do ativo (principal + rendimento já apropriado)
ATIVO
R$ 302.400
Atenção com o IOF e IR na fonte Os rendimentos financeiros sofrem retenção de IOF (nos primeiros 30 dias) e IR na fonte. O valor líquido recebido pode ser menor que o bruto apropriado. A diferença deve ser registrada como VPD de Tributos (IOF/IR retido na fonte), ajustando o valor líquido da VPA.
SEÇÃO 04
04 · PASEP
PASEP — O que é, quem paga e como calcular
O PASEP é uma contribuição social das entidades governamentais e empresas públicas ao Fundo PIS/PASEP. Para a CAERD, a base e a alíquota dependem da sua natureza jurídica no novo arranjo com o Estado.
🏛️ O que é o PASEP
  • Contribuição social criada pelo Decreto-Lei nº 2.445/1988 e LC nº 07/1970
  • Pago por entidades governamentais — União, Estados, Municípios, autarquias, fundações e empresas públicas
  • Destina-se ao Fundo PIS/PASEP — base para seguro-desemprego e abono salarial dos servidores
  • A CAERD, como empresa pública estadual, é contribuinte do PASEP — não do PIS
  • Alíquota: 1% sobre a receita corrente arrecadada (para entidades governamentais)
  • Apuração mensal, recolhimento até o último dia útil do mês subsequente
⚖️ PASEP × PIS — Qual se aplica à CAERD?
  • Empresas privadas: contribuem ao PIS (sobre faturamento, regime cumulativo ou não cumulativo)
  • Entidades governamentais e empresas públicas: contribuem ao PASEP
  • A CAERD é empresa pública estadual → PASEP a 1% sobre receita corrente arrecadada
  • Com a integração ao orçamento estadual em 2026, a natureza de empresa pública é mantida — logo, PASEP continua
  • Cuidado: se houver atividade mista (pública + privada), consultar a Receita Federal sobre o enquadramento
  • Base legal: IN RFB nº 1.285/2012 e legislação complementar

🧮 Cálculo do PASEP — Janeiro/2026 CAERD (exemplo)

BASE DO PASEP = Receitas Correntes Arrecadadas − Deduções Legais
(+) Tarifas de água arrecadadas no mês R$ 850.000,00
(+) Tarifas de esgoto arrecadadas no mês R$ 210.000,00
(+) Ligações novas e serviços avulsos R$ 38.000,00
(+) Rendimentos de aplicações financeiras (apropriados) R$ 2.400,00
(+) Outras receitas correntes diversas R$ 12.000,00
(–) Devoluções e cancelamentos de faturas (R$ 5.400,00)
(–) Receitas de Capital (alienações — excluídas) R$ 0,00
(–) Convênios e transferências de capital (excluídas) R$ 0,00
= BASE DE CÁLCULO DO PASEP R$ 1.107.000,00
PASEP = R$ 1.107.000,00 × 1% = R$ 11.070,00
PASEP A RECOLHER — Janeiro/2026 R$ 11.070,00
Vencimento: último dia útil de fevereiro/2026 · DARF código 0982 GPS não — DARF sim
🚨
O que acontece se a receita for lançada incorretamente?

Se a equipe lança menos receita do que o arrecadado (omissão de faturamento, receita em mês errado, rendimento não apropriado): a base do PASEP fica menor → recolhimento a menor → multa de 75% + juros Selic sobre o valor não recolhido, além de auto de infração da Receita Federal. O inverso também é problemático: base maior gera recolhimento a maior, mas o pedido de restituição é burocrático.

📅 Cronograma mensal do PASEP
Quando O que fazer Responsável No SIGEF
Dia 1–5 do mês seguinte Fechar o mês — garantir que todas as receitas foram lançadas Equipe contábil Razão conta 4.x.x
Dia 5–10 Apropriar rendimentos financeiros da aplicação Contabilidade + Financeiro Lançamento manual VPA
Dia 10–15 Apurar a base de cálculo — conciliar com extrato bancário Contador responsável Relatório de arrecadação
Dia 15–20 Emitir DARF código 0982 e recolher o PASEP Financeiro Lançar pagamento do PASEP
Último dia útil Prazo máximo de recolhimento — após este dia: multa + juros Gestão financeira Confirmar OB emitida
SEÇÃO 05
05 · RISCOS
Erros Frequentes e suas Consequências
Cada erro no registro da receita tem um efeito em cascata — do balancete até o PASEP. Veja os 6 erros mais comuns na CAERD.
# Erro no Lançamento Impacto no Balancete Impacto no PASEP Consequência Legal
E1 Receita de tarifa lançada no mês errado (caixa x competência trocados) VPA e caixa em meses diferentes — conciliação não fecha Base do PASEP deslocada — sub ou superavaliada Dados no SIGEF distorcidos · Auto de infração PASEP
E2 Rendimento de aplicação lançado só no resgate (não na competência) VPA subestimada nos meses sem resgate Base menor nos meses sem resgate → PASEP a menor Multa 75% + juros sobre PASEP não recolhido no período correto
E3 Receita de capital (alienação) classificada como corrente VPA inflada com receita que não deveria estar lá Base do PASEP maior → recolhimento a maior Dados distorcidos no SIGEF · Pedido de restituição burocrático
E4 Arrecadação lançada sem a contrapartida no crédito a receber Caixa correto mas VPA ausente — patrimonial incompleto Base do PASEP zerada para esta receita Conformidade contábil negada · Inconsistência nas DCASP
E5 Convênio estadual registrado como receita de serviço Rubrica orçamentária errada · Classificação PCASP errada Base PASEP inflada indevidamente Recolhimento indevido · Risco de glosa na prestação de contas
E6 Desconto de pontualidade não deduzido da base VPA maior que o valor efetivamente arrecadado Base do PASEP superestimada PASEP a maior pago desnecessariamente
💰
Multas por PASEP a menor

Multa de ofício: 75% do valor não recolhido
Multa qualificada (sonegação): até 150%
Juros: Selic acumulada desde o vencimento
Prazo decadencial: 5 anos — a Receita pode autuar retroativamente

📋
Como a Receita Federal detecta

Cruzamento entre DCTF, SPED e declarações do PASEP com os demonstrativos do Estado e da Receita Federal. Com a integração ao SIGEF/RO, os dados ficam mais expostos ao controle da RFB e do TCE-RO.

SEÇÃO 06
06 · LANÇAMENTOS
Lançamentos Completos no SIGEF — Do Ingresso ao PASEP
Sequência completa de registros contábeis para um mês típico da CAERD, do faturamento até o recolhimento do PASEP.
📘 Cenário do mês — Janeiro/2026
R$ 1.060.000
Tarifas faturadas
R$ 1.112.400
Total arrecadado (incl. rendimentos)
R$ 11.070
PASEP a recolher
// 1 — FATURAMENTO DE TARIFAS (competência — dia do vencimento/emissão das faturas)
D
1.1.3.1.10 – Clientes / Créditos a Receber — TarifasReconhece o direito antes do pagamento (competência)
ATIVO
R$ 1.060.000
C
4.1.2.2/3.10 – VPA de Serviços (Água + Esgoto)Variação Patrimonial Aumentativa — receita reconhecida
VPA
R$ 1.060.000
// 2 — ARRECADAÇÃO (quando os clientes pagam — ao longo do mês)
D
1.1.1.1.10 – Caixa e Equivalentes — Conta MovimentoEntrada efetiva de caixa — base do PASEP
ATIVO
R$ 1.060.000
C
1.1.3.1.10 – Créditos a Receber — TarifasBaixa do direito — virou caixa
ATIVO
R$ 1.060.000
// 3 — APROPRIAÇÃO DE RENDIMENTOS FINANCEIROS (31/jan — competência)
D
1.1.2.1.10 – Aplicações Financeiras (atualização)Valor da aplicação cresce com o rendimento bruto do mês
ATIVO
R$ 2.800
C
4.9.1.1.10 – VPA Rendimentos de Aplicações Financeiras⚠ Compõe a base do PASEP — não pode ser omitida
VPA
R$ 2.800
D
3.x.x – VPD Tributos (IR/IOF retidos na fonte)Dedução dos tributos incidentes sobre o rendimento bruto
VPD
R$ 400
C
1.1.2.1.10 – Aplicações Financeiras (ajuste IR/IOF)Rendimento líquido = R$ 2.400
ATIVO
R$ 400
// 4 — APURAÇÃO E PROVISIONAMENTO DO PASEP (31/jan)
D
3.6.1.1.10 – VPD Contribuições ao PASEPHist: PASEP competência jan/2026 — base R$ 1.107.000 × 1%
VPD
R$ 11.070
C
2.1.4.1.10 – PASEP a RecolherPassivo — será pago até o último dia útil de fevereiro
PASSIVO
R$ 11.070
// 5 — RECOLHIMENTO DO PASEP (até últ. dia útil de fevereiro — DARF cód. 0982)
D
2.1.4.1.10 – PASEP a RecolherBaixa do passivo provisionado
PASSIVO
R$ 11.070
C
1.1.1.1.10 – Caixa e EquivalentesSaída de caixa via DARF — vinculada à OB no SIGEF
ATIVO
R$ 11.070
Resultado ao final do ciclo

Com esses 5 lançamentos, o balancete da CAERD reflete: VPA total de R$ 1.062.400 (tarifas + rendimentos), caixa correto, passivo de PASEP zerado após recolhimento, e conformidade garantida. O SIGEF vai registrar a receita corretamente e a Receita Federal terá consistência entre o PASEP recolhido e a arrecadação declarada.

📊 Quadro-resumo: o que entra e o que sai da base do PASEP
Item Conta PCASP Valor Jan/2026 Entra na Base?
Tarifas de água arrecadadas 4.1.2.2.10 R$ 850.000 ✅ SIM
Tarifas de esgoto arrecadadas 4.1.2.3.10 R$ 210.000 ✅ SIM
Ligações novas e serviços avulsos 4.1.2.9.10 R$ 38.000 ✅ SIM
Rendimentos de aplicações (líquido) 4.9.1.1.10 R$ 2.400 ✅ SIM
Outras receitas correntes 4.9.9.x.xx R$ 12.000 ✅ SIM
(–) Devoluções e cancelamentos (R$ 5.400) DEDUZ
Alienação de bens 4.6.1.x.xx R$ 0 ❌ NÃO
Convênio estadual recebido 4.3.x.x.xx R$ 0 ❌ NÃO
BASE DE CÁLCULO DO PASEP R$ 1.107.000 × 1% = R$ 11.070

💡 A receita correta é a fundação de tudo

Um erro no lançamento da receita da CAERD não fica contido no balancete. Ele percorre: a conformidade contábil → os dados do SIGEF → a base do PASEP → o risco tributário com a Receita Federal → e pode chegar ao TCE-RO. Registrar cada tarifa, cada rendimento financeiro e cada ingresso no momento correto, na conta correta e no valor correto não é burocracia — é a base da gestão pública responsável.

Módulo 09 · Portaria STN 548/2015

Aspectos Patrimoniais
não registrados

O que a Portaria 548/2015 exige que a CAERD registre — e o que o balancete de maio/2026 revela que ainda está pendente.

R$ 307,3 M
Imobilizado bruto
R$ 126,6 M
Depreciação acumulada
R$ 0
Intangível registrado
–R$ 1,336 Bi
Patrimônio líquido

📋 O que é a Portaria STN nº 548/2015?

Estabelece os requisitos mínimos de qualidade das informações contábeis e os prazos para implementação das NBC TSP pelos entes da Federação e suas entidades. Para estados e entidades como a CAERD, define obrigações específicas de reconhecimento, mensuração e evidenciação do patrimônio público — que vão muito além de simplesmente "ter os bens no imobilizado".

ART. 3º

Reconhecimento

Todo ativo ou passivo existente deve ser reconhecido contabilmente, independente de ter sido adquirido ou construído.

ART. 5º

Mensuração

Bens devem ser mensurados pelo custo histórico ajustado pela depreciação, ou por valor justo quando aplicável.

ART. 7º

Depreciação

Obrigatória para todos os bens depreciáveis. Taxa e método devem refletir o padrão de consumo dos benefícios econômicos.

ART. 9º

Intangíveis

Softwares, licenças, concessões e outros intangíveis devem ser reconhecidos e amortizados conforme NBC TSP 05.

ART. 11º

Passivos Contingentes

Provisões para riscos prováveis devem ser reconhecidas. Contingências passivas evidenciadas em notas explicativas.

ART. 13º

Evidenciação

As DCASP devem incluir notas explicativas com movimentação de bens, critérios de depreciação e passivos não registrados.

ANÁLISE DO BALANCETE MAIO/2026
01 · DEPRECIAÇÃO
Depreciação — Parcialmente Registrada
O balancete mostra depreciação acumulada de R$ 126,6 M, mas há grupos de bens sem qualquer depreciação mensal no período — violando a Portaria 548 e a NBC TSP 07.
Grupo de BensContaValor Bruto Depr. Acumulada% Depr. Mov. Maio/26Situação
Máquinas e Equipamentos1.2.3.1.1 34.215.782(6.251.369) 18,3% R$ 0 SEM MOV.
Bens de Informática1.2.3.1.2 2.798.306(1.620.635) 57,9% R$ 7.988 RODANDO
Móveis e Utensílios1.2.3.1.3 1.676.341(1.629.472) 97,2% R$ 0 QUASE ZERO
Veículos1.2.3.1.5 3.616.183(3.299.443) 91,2% R$ 0 SEM MOV.
Edificios e Uso Especial1.2.3.2.1 56.868.808(1.830.834) 3,2% R$ 0 SEM MOV.
Instalações (sistemas água/esgoto)1.2.3.2.5 297.444.027(111.968.937) 37,6% R$ 0 SEM MOV.
TOTAL 396.619.447 (126.600.690) 31,9% R$ 7.988 CRÍTICO
🚨
Depreciação de Instalações zerada — o caso mais grave

O sistema de abastecimento de água e esgoto (Instalações) tem valor bruto de R$ 297,4 milhões — o maior ativo da CAERD. Em maio/2026, a movimentação de depreciação foi zero. Considerando vida útil média de 25 anos, a depreciação mensal estimada seria de aproximadamente R$ 990.000/mês apenas deste grupo. Com 5 meses sem registrar = R$ 4,95 M de VPD não reconhecida, comprometendo o resultado e violando diretamente a NBC TSP 07 e a Portaria 548.

🧮 Simulação: Depreciação Mensal que deveria ser registrada (estimativa)

Máquinas e Equipamentos — Vida útil 10 anos (1/120)~R$ 285.131/mês
Bens de Informática — Vida útil 5 anos (1/60) ✓ já registradoR$ 7.988/mês
Móveis e Utensílios — Vida útil 10 anos (quase totalmente depreciado)~R$ 3.886/mês
Veículos — Vida útil 5 anos (1/60)~R$ 52.780/mês
Edificios e Bens de Uso Especial — Vida útil 25 anos (1/300)~R$ 189.562/mês
Instalações (sistemas água/esgoto) — Vida útil 25 anos (1/300)~R$ 991.480/mês
= TOTAL ESTIMADO DE DEPRECIAÇÃO MENSAL NÃO REGISTRADA~R$ 1.522.839/mês
⚠ Acumulado jan–mai/2026 (5 meses) sem registro~R$ 7.614.195
// LANÇAMENTO MENSAL CORRETO — Depreciação (deve ser gerado todo mês para cada grupo)
D
3.x.x – VPD de Depreciação (conta específica por grupo de bem)Ex: 3.8.1.1 Depreciação de Máquinas e Equipamentos
VPD
~R$ 1.522.839
C
1.2.3.8.x – (–) Depreciação Acumulada — grupo correspondenteConta redutora do imobilizado — aumenta a cada período
ATIVO RED.
~R$ 1.522.839
INTANGÍVEL
02 · INTANGÍVEL
Ativo Intangível — Ausente do Balancete
A conta 1.2.4 (Intangível) não aparece em nenhuma linha do balancete de maio/2026. A CAERD opera sistemas de gestão, softwares de faturamento e licenças que precisariam ser reconhecidos.
❌ O que deveria estar registrado
  • Sistema de faturamento de tarifas — licença ou desenvolvimento próprio. NBC TSP 05 exige reconhecimento e amortização.
  • Software de gestão (ERP/GIS) — sistemas de georeferenciamento de redes e gestão operacional têm vida útil definida e devem ser amortizados.
  • Direito de uso (concessão/permissão de operação) — se a CAERD opera sob concessão estadual, o valor do direito é um intangível relevante.
  • Marcas e registros — registros junto a ANATEL, ANA e outros órgãos podem ter custo ativável.
📋 NBC TSP 05 — O que exige
  • Reconhecer como intangível: ativos não monetários, sem substância física, identificáveis e controláveis
  • Mensurar pelo custo na aquisição ou desenvolvimento interno (critérios específicos)
  • Amortizar ao longo da vida útil estimada (quando finita)
  • Testar impairment quando houver indicadores de perda de valor
  • Divulgar em notas: método de amortização, valor líquido, vida útil restante
💡
Como identificar e registrar os intangíveis da CAERD

Passo 1: Levantar todos os contratos de software, licenças e sistemas em uso. Passo 2: Verificar se o ativo atende os critérios da NBC TSP 05 (identificabilidade, controle, benefício econômico futuro). Passo 3: Para sistemas internos, capitalizar apenas a fase de desenvolvimento (não de pesquisa). Passo 4: Registrar na conta 1.2.4 – Intangível com a contrapartida de Caixa/Fornecedor ou VPA de Transferência (se recebido do Estado). Passo 5: Iniciar amortização mensal na conta 3.8.2 – VPD de Amortização.

PROVISÕES E PASSIVOS
03 · PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES
Provisões — O que está registrado e o que falta
O balancete revela provisões de R$ 746,2 M a longo prazo, mas há passivos sem registro adequado e riscos não provisionados.
ItemSaldo AtualSituaçãoExigência Port. 548
Provisão riscos trabalhistas LP (22.711) 63.147 ✅ Registrado NBC TSP 03 — adequado
Outras provisões LP (22.791) 746.227.904 ✅ Registrado Valor relevante — exige nota explicativa detalhada
Precatórios pessoal (21.111.040) 57.374.400 ⚠️ Sem movimentação Deve refletir novas decisões judiciais no mês
Precatórios fornecedores (21.311.050) 504.858.209 ⚠️ Sem movimentação Atualização monetária mensal obrigatória (IPCA/Selic)
Provisão riscos cíveis CP (21.741) 13.040 ❌ Valor ínfimo Deve refletir processos judiciais cíveis em andamento
Provisão ambiental (responsabilidades de saneamento) ❌ Ausente NBC TSP 03 — provisionar passivos ambientais prováveis
Atualização monetária de precatórios ❌ Não registrada em maio VPD financeira mensal sobre o estoque de precatórios
⚠️
Precatórios de R$ 562 M sem atualização mensal

A soma de precatórios de pessoal e fornecedores chega a R$ 562,2 milhões. Estes valores são corrigidos mensalmente por índices legais. O balancete de maio/2026 não apresenta qualquer lançamento de VPD Financeira de Atualização de Precatórios. Com taxa Selic estimada de 10,75% a.a. (0,86% ao mês), a VPD não registrada seria de aproximadamente R$ 4,8 M/mês — o que distorce substancialmente o resultado do período.

IMÓVEIS E TERRENOS
04 · TERRENOS E IMÓVEIS
Terrenos — Registrados sem Depreciação (correto), mas sem Reavaliação
R$ 51,7 M em terrenos estão registrados. A NBC TSP 07 admite custo histórico ou reavaliação. Sem evidência de reavaliação periódica conforme Port. 548.
📌 Situação atual
  • Terrenos/glebas: R$ 51.721.102 — sem movimentação em maio/26
  • Sistemas de esgoto/abastecimento (Uso Comum): R$ 29.397.137
  • Benfeitorias em propriedade de terceiros: R$ 7.309.716
  • Obras em andamento: apenas R$ 614.639 — valor baixo para uma concessionária de porte
  • Terrenos: corretamente sem depreciação (NBC TSP 07 § 58)
⚠️ O que a Port. 548 exige que falta
  • Laudo de avaliação patrimonial periódica dos terrenos e imóveis (periodicidade mínima: 5 anos)
  • Teste de impairment nos bens de uso comum (sistemas de água) — se não há capacidade econômica de recuperação, deve ser registrada perda
  • Benfeitorias em propriedade de terceiros devem ter vida útil compatível com o contrato de uso — verificar se a amortização está ocorrendo
  • Obras em andamento de R$ 614K é incomum para o porte da CAERD — verificar se há obras maiores não capitalizadas
PATRIMÔNIO LÍQUIDO NEGATIVO
05 · PATRIMÔNIO LÍQUIDO NEGATIVO
PL de –R$ 1,336 Bi — Causa e Implicações
O déficit acumulado de R$ 2,638 Bi supera em muito o capital social e as reservas. Isso reflete décadas de resultados negativos, mas pode também indicar subregistro de ativos.
Componente do PLValor (R$)Análise
Capital Social Realizado182.631.832Integralização pelo Estado
Reservas de Capital334.078Pequeno — verificar origem
Outras Reservas (Demais)1.119.494.340Reserva relevante — qual a natureza?
Déficits Acumulados (exerc. anteriores)(2.638.932.126)⚠️ Déficit acumulado enorme
PATRIMÔNIO LÍQUIDO TOTAL(1.336.471.875)PL NEGATIVO
📊
O que isso significa e o que a Port. 548 exige

Um PL negativo desta magnitude exige evidenciação obrigatória nas notas explicativas, conforme NBC TSP 11. A equipe deve: (1) Verificar se o déficit reflete resultado econômico real ou subregistro de ativos (redes, terrenos não avaliados). (2) Verificar a composição das "Outras Reservas" de R$ 1,119 Bi — são reavaliações de ativos? Precisam ser reclassificadas? (3) Elaborar análise de continuidade operacional (going concern) — se o PL é negativo mas a empresa opera, precisa evidenciar como. (4) Avaliar se a integração ao orçamento estadual em 2026 implica novos aportes de capital que devem ser registrados.

📋 Resumo — Portaria 548 e NBC TSP: O que falta na CAERD

O balancete de maio/2026 revela pelo menos cinco possíveis não conformidade com a Portaria STN 548/2015: depreciação mensal zerada para a maioria dos bens, ausência de ativo intangível, precatórios sem atualização monetária, benfeitorias possivelmente sem amortização adequada, e PL negativo sem nota explicativa adequada. A regularização dessas pendências é condição para a conformidade contábil e para as demonstrações anuais (DCASP) do exercício 2026.

Módulo 10 · Balancete CAERD Maio/2026

Inconsistências
identificadas nos dados reais

Análise lógica do balancete real (UG 110050 · Maio/2026), do QDD orçamentário e do Anexo 10 — com os números efetivos da CAERD.

8
Inconsistências encontradas
R$ 0
Arrecadado em maio (Anx.10)
R$ 581,4 M
Passivo Circulante
–R$ 2.164.651
Desp. Paga Mês (negativa!)
📂
Fonte dos dados analisados

Balancete de Verificação — UG 110050 · Mês 05/2026 · SIGEF/RO. QDD Orçamentário e Financeiro — Exercício 2026. Anexo 10 (Lei 4.320/64) — Comparativo Receita Orçada × Arrecadada · Maio/2026. Todos os valores citados são extraídos diretamente dos arquivos fornecidos.

I1

Arrecadação ZERO em maio — Anexo 10 vs. Balancete CRÍTICO

O Anexo 10 registra R$ 0,00 arrecadado no mês de maio/2026, mas o balancete mostra movimentações de caixa de R$ 160 milhões

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Anexo 10: Coluna "Arrecadado no Mês" = R$ 0,00 para todas as rubricas
  • Anexo 10: Total arrecadado até o mês = R$ 63.580.735 (acumulado jan–mai)
  • Balancete conta 1.1.1.1.10 (Banco do Brasil): débitos do período = R$ 89.387.242
  • VPA de Serviços (43.310): saldo acumulado = R$ 62.341.760
  • Contradição: como houve R$ 89 M de débitos (entradas) na conta bancária se a arrecadação do mês foi zero?

🟡 Diagnóstico

  • Causa provável 1: O Anexo 10 está sendo gerado por uma rotina do SIGEF que ainda não processou a arrecadação de maio — delay na integração entre o módulo financeiro e o orçamentário de receita
  • Causa provável 2: As entradas bancárias de maio incluem repasses do Tesouro Estadual (conta 1.1.1.2.40 – Limite de Saque) que não são receita própria e por isso não aparecem no Anexo 10
  • Verificar: a conta 11.112.400.101 (Limite de Saque) tem débito de R$ 38,48 M — são recursos do Estado, não arrecadação própria
  • Ação: conciliar o extrato bancário de maio com as guias de arrecadação (DARE/boletos) geradas no mês

✅ Solução

  • Verificar no SIGEF se a rotina de "Arrecadação de Receita" foi executada para as competências de maio
  • Identificar todos os recebimentos de tarifas no extrato bancário de maio
  • Registrar a arrecadação orçamentária: D: 72.4 (Controle Arrecadação) / C: 52.1 (Previsão)
  • Se a arrecadação de maio realmente foi zero (alta inadimplência), elaborar nota explicativa urgente
Dados SIGEF
Conformidade impactada
Base PASEP
Potencialmente zerada
Conformidade
Não conformidade
I2

Despesa Paga no Mês NEGATIVA: –R$ 2.164.651 CRÍTICO

O QDD mostra valor negativo na coluna "Despesa Paga no Mês" — o que é logicamente impossível em contabilidade pública

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🔴 O Problema — Dados Reais do QDD

  • Coluna "Desp. Paga Mes" no total consolidado: –R$ 2.164.651,25
  • Linha específica: Ação 1490 (Profissionais Temporários) — Pago Mês: –R$ 3.461.198,02
  • Pagamento negativo não existe fisicamente: não é possível "receber de volta" mais do que foi pago num mês sem estorno formal
  • Desp. Empenh. Até o Mês: R$ 71.351.333 — Pago até o mês: R$ 45.294.244
  • Diferença entre empenhado e pago: R$ 26 M de empenhos sem pagamento correspondente

🟡 Diagnóstico

  • Causa mais provável: Estorno de pagamento registrado no mês sem a anulação do empenho/liquidação correspondente — o sistema "debitou" o pagamento mas não reduziu o lançamento original corretamente
  • Causa alternativa: Nota de estorno de OB (Ordem Bancária) gerou crédito no mês maior que os débitos, resultando em saldo negativo na coluna de pagamentos
  • O valor negativo na ação 1490 (profissionais temporários) sugere devolução de remuneração ou desconto de adiantamento que não foi contabilizado corretamente
  • Verificar: há OB de estorno lançada em maio para a ação 1490?

✅ Solução

  • Localizar a(s) OB(s) com valor negativo ou estorno no SIGEF referentes à ação 1490
  • Verificar se o estorno foi feito corretamente: deve anular o pagamento E restaurar o saldo de "Liquidados a Pagar"
  • Se foi devolução de adiantamento: lançar D: 1.1.1 Caixa / C: Adiantamentos (não como redução de despesa paga)
  • Após correção, o saldo de "Pago no Mês" deve ser zero ou positivo
// LANÇAMENTO CORRETIVO — Estorno de pagamento indevido (ação 1490)
D
1.1.1.1.10 – Caixa e EquivalentesEntrada do valor devolvido pelo servidor/fornecedor
ATIVO
R$ 3.461.198
C
2.1.x – Passivo correspondente (Pessoal a Pagar)Restaura a obrigação que foi quitada indevidamente — ou
PASSIVO
R$ 3.461.198
I3

Esgotamento Sanitário sem previsão orçamentária ALTO RISCO

O Anexo 10 mostra R$ 17 M arrecadados de esgoto sanitário, mas a dotação orçamentária desta rubrica é R$ 0

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Rubrica 1.699.502.100 – Serviço Esgotamento Sanitário: Orçada = R$ 0,00 · Previsão Atualizada = R$ 0,00
  • Arrecadado até o mês = R$ 17.005.542 → coluna "Para Mais" = R$ 17 M (excesso sobre previsão zero)
  • Toda a previsão de receita da LOA 2026 está concentrada em Abastecimento de Água (R$ 209,9 M)
  • A arrecadação de esgoto de R$ 17 M não foi prevista no orçamento — viola o princípio do orçamento anual

🟡 Diagnóstico

  • A CAERD arrecadou tarifa de esgoto que não estava na LOA — pode ser receita nova, mudança de classificação ou erro de previsão
  • Receita extra-orçamentária de R$ 17 M é relevante e precisa de retificação da LOA (crédito adicional especial) ou reclassificação
  • Verificar: a rubrica de esgoto existia em LOAs anteriores? Foi omitida por engano em 2026?
  • Comunicar à COGES — a execução acima da previsão deve ser evidenciada nas demonstrações com nota explicativa

✅ Solução

  • Solicitar abertura de crédito adicional especial para incluir a rubrica de esgoto na LOA 2026
  • Enquanto isso, verificar se os lançamentos de receita no SIGEF estão usando a rubrica correta
  • Comunicar à COGES para que seja incluída nota explicativa nas demonstrações justificando a receita acima da previsão
  • Para os exercícios futuros: incluir previsão de esgoto separadamente na LOA
I4

Passivo Circulante ultrapassa o Ativo Circulante em 4× ALTO RISCO

Passivo Circulante de R$ 809,9 M vs. Ativo Circulante de R$ 193,5 M — índice de liquidez corrente de 0,24

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Ativo Circulante (11.000): R$ 193.594.896
  • Passivo Circulante (21.000): R$ 809.968.261
  • Liquidez Corrente: 193,5 / 809,9 = 0,24 — muito abaixo de 1,0
  • Dentro do PC: Precatórios (pessoal + fornecedores) = R$ 562.232.609 — 69% do PC
  • COFINS a recolher: R$ 21.481.005 — sem movimentação em maio (deveria ter lançamento mensal)
  • PIS/PASEP a recolher: R$ 4.654.044 — igualmente sem movimentação em maio

🟡 Diagnóstico

  • Se excluirmos os precatórios (que têm cronograma próprio de pagamento, não fluem como PC normal), o PC ajustado seria ~R$ 247 M — mais próximo do AC
  • COFINS e PIS/PASEP sem lançamento de competência em maio — tributos acumulados sem reconhecimento de VPD no período
  • FGTS Parcelado (21.141): R$ 1.126.913 no CP sem movimentação — parcelas mensais não estão sendo baixadas?
  • RGPS a Recolher (21.143.010.102): R$ 36.074.657 de saldo "P" (período anterior) — estoque de contribuições não recolhidas

✅ Providências Necessárias

  • COFINS/PIS: lançar competência de maio (D: VPD Tributos / C: COFINS e PIS a Recolher)
  • FGTS Parcelado: verificar se há parcelas vencidas não baixadas — baixar com pagamento comprovado
  • RGPS acumulado: levantar o passivo real com a Receita Federal e providenciar regularização ou parcelamento formal
  • Para o relatório: segregar precatórios do PC operacional nas notas explicativas para dar visão real da liquidez
// LANÇAMENTO — COFINS e PIS/PASEP competência maio (não lançados)
D
3.6.x – VPD Obrigações Tributárias (COFINS + PIS)Reconhecimento da contribuição do mês — estimativa sobre receita bruta
VPD
A apurar
C
2.1.4.1.10 – COFINS a Recolher / 2.1.4.1.11 – PIS/PASEP a Recolher
PASSIVO
A apurar
I5

Estoque de Almoxarifado sem movimentação em maio ALTO RISCO

R$ 6.945.701 em estoques (11.561) sem nenhum débito ou crédito no período — empresa operando sem consumo de material?

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Conta 11.561.010.000 – Material de Consumo: Saldo inicial = Saldo atual = R$ 6.945.701,35
  • Débitos do período: R$ 0,00 · Créditos do período: R$ 0,00
  • A CAERD opera sistemas de abastecimento de água — impossível não consumir materiais de tratamento (cloro, sulfato, reagentes) em um mês inteiro
  • No QDD: R$ 480.176 empenhados em Material de Consumo (339030) — mas sem liquidação registrada

🟡 Diagnóstico

  • O almoxarifado está consumindo material fisicamente mas não há lançamento de baixa de estoque no SIGEF
  • As compras de material (empenhos de R$ 480K) ainda não foram liquidadas — ou foram liquidadas em Fornecedores mas não deram entrada no estoque
  • Possível desconexão entre o sistema de almoxarifado operacional e o SIGEF contábil
  • Isso gera duas inconsistências simultâneas: estoque superavaliado + VPD de consumo subavaliada

✅ Solução

  • Levantar as requisições de material emitidas em maio no almoxarifado físico
  • Calcular o consumo por rubrica e lançar a baixa no SIGEF
  • Registrar a entrada das compras empenhadas (liquidação) antes de baixar
  • Implementar integração mensal entre o controle físico do almoxarifado e o módulo patrimonial do SIGEF
// LANÇAMENTO — Baixa de material consumido no mês (a regularizar)
D
3.4.x – VPD Consumo de MaterialMateriais de tratamento, EPI, materiais hidráulicos consumidos
VPD
A apurar
C
1.1.5.6.1 – Almoxarifado — Material de ConsumoBaixa patrimonial do estoque consumido no período
ATIVO
A apurar
I6

Tributos Federais Renegociados: migração LP → CP inconsistente MÉDIO

Conta 22.412 debitada em R$ 470 M e creditada em R$ 235 M no mesmo período — movimentação anormal em passivo de longo prazo

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Conta 22.412 (Tributos Fed. Renegociados LP – Intra OFSS): Saldo anterior R$ 235.171.242 → Déb. R$ 470.342.485 → Cred. R$ 235.171.242 → Saldo atual R$ 0,00
  • Simultaneamente, conta 22.413 (Inter OFSS – União): Saldo 0 → Cred. R$ 235.171.242 → Saldo atual R$ 235.171.242
  • Parece que houve reclassificação de "Intra OFSS" para "Inter OFSS" em R$ 235 M de dívida tributária renegociada
  • No CP: conta 21.412 (IRPJ Intra OFSS) zerando R$ 15.265.361 e recriando no Inter OFSS (21.413)

🟡 Diagnóstico

  • Aparentemente o Estado de Rondônia reclassificou a posição credora da dívida tributária da CAERD de "Intra OFSS" (crédito do próprio estado) para "Inter OFSS" (crédito da União/Receita Federal)
  • Isso pode refletir a transferência formal da dívida para o PGFN/União dentro de um programa de parcelamento
  • O problema: a movimentação de R$ 470 M em débitos e R$ 470 M em créditos para uma simples reclassificação parece dobrar artificialmente a movimentação
  • Verificar: existe resolução ou termo aditivo que justifique esta reclassificação?

✅ Providências

  • Obter o documento formal que justifica a reclassificação (portaria, termo, despacho da PGFN)
  • Arquivar como suporte dos lançamentos de reclassificação
  • Incluir nota explicativa nas DCASP sobre a natureza da dívida tributária renegociada e as condições do parcelamento
  • Verificar se há VPD financeira de juros sobre estes R$ 235 M sendo registrada mensalmente
I7

Dotação inicial vs. Dotação atualizada — divergência no QDD MÉDIO

Várias ações com dotação inicial de R$ 0 mas dotação atualizada significativa — sem registro de crédito adicional explícito

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🔴 O Problema — Dados Reais do QDD

  • Ação 2087, elem. 339039 (PJ) – Fonte 1500: Dotação inicial R$ 0 → Atualizada R$ 27.181.180 (crédito de R$ 27 M sem origem explícita)
  • Ação 2087, elem. 339036 (PF): Inicial R$ 0 → Atualizada R$ 1.776.000
  • Ação 2091, elem. 339093 (Indenizações): Inicial R$ 0 → Atualizada R$ 2.215.416
  • Ação 2087, elem. 339039 (PJ) – Fonte 1753: Inicial R$ 46.717.143 → Atualizada R$ 17.764.963 (REDUÇÃO de R$ 28,9 M)
  • Total consolidado: Dotação Inicial = Dotação Atualizada = R$ 278.120.815 — soma igual, mas composição muito diferente

🟡 Diagnóstico

  • As alterações de dotação refletem créditos adicionais e anulações aprovados ao longo do ano
  • O problema: no QDD não há coluna que mostre explicitamente os créditos adicionais aprovados — apenas o resultado final
  • A redução de R$ 28,9 M na ação 339039/1753 não tem justificativa visível no documento
  • Verificar: foram publicados decretos de anulação/suplementação para estas dotações?

✅ Providências

  • Solicitar o extrato de créditos adicionais (LOA + suplementações + anulações) para a UG 110050 no SIGEF
  • Confirmar que cada alteração tem decreto publicado no DOE/RO
  • Registrar no SIGEF os créditos adicionais nas contas 5.2.2 (Suplementações) e as anulações em 5.2.3
  • Sem o registro correto nas Cl. 5-6, os dados no SIGEF ficam inconsistentes
I8

Conta VPA "Outras Receitas" sem previsão LOA — R$ 1,238 M ATENÇÃO

Anexo 10 mostra R$ 1.238.974 arrecadados em "Outras Receitas Não Projetadas" — receita fora do orçamento aprovado

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🔴 O Problema — Dados Reais

  • Rubrica 1.999.992.100 – "Outras Receitas Não Arrecadadas e Não Projetadas pela RFB": Orçada = R$ 0 · Arrecadado até o mês = R$ 1.238.974,98
  • O próprio nome da rubrica é um alerta: "Não Projetadas" — indica que caiu em uma classificação residual/genérica
  • Esta rubrica não deveria ter arrecadação recorrente — é uma espécie de "outros" que acumula receitas sem classificação adequada
  • No balancete, não há VPA específica correspondente a esta receita — onde está sendo lançada?

🟡 Diagnóstico

  • R$ 1,238 M classificados como "não projetados" indicam receitas que não têm rubrica adequada na LOA — podem ser multas, juros de mora de clientes, indenizações, aluguéis etc.
  • Sem classificação correta, estas receitas não entram adequadamente na base do PASEP e distorcem os dados da CAERD no SIGEF — impactam os demonstrativos do Estado
  • Verificar a origem: são juros de mora sobre tarifas? Multas contratuais? Recuperação de despesas?

✅ Solução

  • Identificar a composição do R$ 1,238 M — pedir relatório analítico no SIGEF da rubrica 1999992100
  • Reclassificar cada tipo de receita para a rubrica correta (ex: juros mora → 1.922; multas → 1.924; aluguéis → 1.617)
  • Para exercícios futuros: incluir na LOA as rubricas adequadas para estas receitas recorrentes
  • Verificar o impacto na base do PASEP após reclassificação
📊 Mapa Consolidado de Inconsistências — Prioridades de Ação
#InconsistênciaOrigem Valor EnvolvidoPrazo AçãoRisco
I1 Arrecadação zerada no Anexo 10 vs. caixa ativoAnx.10 / Balancete R$ 63,5 M acum. IMEDIATOPASEP · Dados SIGEF
I2 Despesa paga negativa (–R$ 2,1 M)QDD R$ 3.461.198 IMEDIATOConformidade
I3 Esgoto sem previsão na LOA (R$ 17 M extra-orçamentário)Anx.10 / LOA R$ 17.005.542 ESTA SEMANALOA · Dados SIGEF
I4 COFINS/PIS sem lançamento de competência maioBalancete A apurar ESTA SEMANATributos
I5 Almoxarifado sem baixa de consumo em maioBalancete R$ 6.945.701 ESTA SEMANAPatrimônio
I6 Reclassificação de R$ 235 M de dívida tributária LPBalancete R$ 235.171.242 ESTE MÊSPassivo LP
I7 Créditos adicionais sem decreto explícito no QDDQDD R$ 28.952.217 ESTE MÊSControle orç.
I8 Receitas sem classificação adequada (rubrica residual)Anx.10 R$ 1.238.974 PRÓXIMO MÊSClassificação

🎯 Conclusão da Análise — Balancete Real CAERD Maio/2026

O cruzamento dos três documentos revela inconsistências que vão do imediato (arrecadação zerada no Anexo 10, pagamento negativo no QDD) ao estrutural (depreciação não registrada, passivo tributário de R$ 562 M sem atualização, almoxarifado estático). O mais urgente é investigar por que o Anexo 10 mostra arrecadação zero em maio enquanto o caixa movimentou R$ 160 M. Estas oito inconsistências, se não corrigidas antes do fechamento de maio/2026, inviabilizam a conformidade contábil e comprometem os dados contábeis da CAERD.

Fonte: SIGEF/RO · UG 110050 · Maio/2026 · Superávit/Déficit Financeiro + Controle de Domicílios

Conciliação Bancária Real
e Recursos Extraorçamentários

Análise das contas bancárias na prática da CAERD no SIGEF, do superávit/déficit financeiro por fonte de recurso e dos R$ 24,7 milhões em recursos extraorçamentários que precisam de regularização urgente.

R$ 18,5 M Extraorçamentário sem Domicílio Déficit Apurado –R$ 3,99 M 10 Contas com CT Incorreto 3 Fontes de Recurso Dados Reais Maio/2026
01 · Domicílios Bancários
Mapa Completo das Contas Bancárias da CAERD no SIGEF
O arquivo de controle de domicílios revela 20 registros de contas para a UG 110050 — mas com um problema grave: as mesmas contas aparecem cadastradas sob dois grupos contábeis diferentes.
#Conta Bancária (Domicílio)CT CONTÁBILGrupo PCASPBanco (estimado)Situação
100102757X0000114200 1.1.1.1.1901 BCO Conta Movimento — BBBanco do Brasil ✅ CORRETO
200102757X0000136735 1.1.1.1.1901 BCO Conta Movimento — BBBanco do Brasil ✅ CORRETO
300102757X0000203262 1.1.1.1.1901 BCO Conta Movimento — BBBanco do Brasil ✅ CORRETO
400102757X000400065X 1.1.1.1.1901 BCO Conta Movimento — BBBanco do Brasil ✅ CORRETO
51040063240577024180 1.1.1.1.1902 BCO Conta Movimento — CEFCaixa Econômica Federal ✅ CORRETO
61040063245770024182 1.1.1.1.1902 BCO Conta Movimento — CEFCaixa Econômica Federal ✅ CORRETO
70030004340001990050 1.1.1.1.1904 BCO Conta Movimento — BASABanco da Amazônia ✅ CORRETO
80330067400059000270 1.1.1.1.1998 BCO Conta Movimento — OutrosOutro banco ⚠️ SALDO ZERO
90330067400590000270 1.1.1.1.1998 BCO Conta Movimento — OutrosOutro banco ✅ CORRETO
1000102757X0000100005 1.1.1.2.4001 Limite de Saque — EstadoSIGEF (Estado RO) ✅ CORRETO
11001027570000100005 1.1.1.9.2 ❌ CONTA INEXISTENTE NO PCASPBB (duplicata) ❌ CT INVÁLIDO
12001027570000114200 1.1.1.9.2 ❌ CONTA INEXISTENTE NO PCASPBB (duplicata) ❌ CT INVÁLIDO
13001027570000136735 1.1.1.9.2 ❌ CONTA INEXISTENTE NO PCASPBB (duplicata) ❌ CT INVÁLIDO
140010275700002032621.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPBB (duplicata)❌ CT INVÁLIDO
1500102757000400065X1.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPBB (duplicata)❌ CT INVÁLIDO
160030004300019900501.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPBASA (duplicata)❌ CT INVÁLIDO
170330067400590002701.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPOutro (duplic.)❌ CT INVÁLIDO
180330067405900002701.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPOutro (duplic.)❌ CT INVÁLIDO
191040063205770241801.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPCEF (duplicata)❌ CT INVÁLIDO
201040063257700241821.1.1.9.2 ❌CONTA INEXISTENTE NO PCASPCEF (duplicata)❌ CT INVÁLIDO
🚨
Problema Crítico — 10 contas registradas sob CT 1.1.1.9.2 inexistente no PCASP

As linhas 11 a 20 são as mesmas contas bancárias das linhas 1 a 10, porém cadastradas novamente sob o código contábil 1.1.1.9.2 (CT 111920000), que não existe no PCASP do Estado de Rondônia. Isso provoca registros em duplicidade no sistema — as disponibilidades aparecem contadas em dois grupos ao mesmo tempo. Note também que os números das contas diferem levemente (ex: 00102757X0000136735 correto vs. 001027570000136735 com X substituído por 0). Provável erro na migração/cadastramento inicial no SIGEF. Precisam ser excluídos.

SUPERÁVIT E DÉFICIT FINANCEIRO POR FONTE
02 · Superávit e Déficit Financeiro
Posição Financeira Real por Fonte de Recurso — Maio/2026
O demonstrativo de Superávit/Déficit Financeiro demonstra a saúde financeira por fonte da UG. A CAERD apresenta déficit apurado de –R$ 3.993.533 e dois grandes alertas nos recursos extraorçamentários.
📌
Nota — Valores Ilustrativos (Base: Balancete Maio/2026)

Os saldos de domicílio bancário exibidos neste módulo refletem a posição extraída do balancete de maio/2026 e são utilizados exclusivamente para fins didáticos e de capacitação. O saldo do domicílio principal (conta 00102757X0000136735 · BB · Fonte 1753), que aparece como R$ 43.004.495,02 na tabela abaixo, está desatualizado: o valor corrente apurado no SIGEF em junho/2026 é de R$ 58.564.211,55. Os saldos bancários sofrem variações mensais significativas em função de arrecadação de tarifas, pagamentos e transferências. Para fins de conciliação e conformidade contábil, sempre consulte os dados em tempo real no SIGEF/RO → Controle de Domicílios e confronte com o extrato bancário atualizado.

R$ 46.951.617
Disponível Financeiro Total (A7)
R$ 6.463.012
Superávit/Déficit Bruto (D12)
–R$ 3.993.533
Déficit Apurado Final (D13) ⚠️
R$ 24.709.051
Valores Restituíveis sem domicílio
R$ 22.062.054
Empenhos comprometidos
Fonte de Recurso Domicílio Bancário Disponível (A7) Empenh. Comprometido Superáv/Déf (D12) Déf. Apurado (D13) Situação
FONTE 1500 — Recursos não Vinculados de Impostos (LOA)
1500 — Rec. não Vinculados 00102757X0000100005
(Limite de Saque Estado)
5.000,00 4.071.559,12 -4.066.559,12 -4.066.559,12 DÉFICIT
FONTE 1753 — Taxas, Contribuições e Preços Públicos (Receitas CAERD)
1753 — Rec. Próprios 00102757X0000114200
(BB — Conta 1)
3.081.101,32 21.357.452,07 -18.276.350,75 -18.276.350,75 DÉFICIT
1753 — Rec. Próprios 00102757X0000136735
(BB — Conta Principal)
43.004.495,02 807.088,27 42.197.406,75 42.197.406,75 SUPERÁVIT
1753 — Rec. Próprios SEM DOMICÍLIO
(CT 821130200 — Vals. Restituíveis)
0,00 0,00 0,00 -6.167.479,84 ⚠️ SEM BANCO
FONTE 1869 — Outros Recursos Extraorçamentários (⚠️ REGULARIZAÇÃO NECESSÁRIA)
1869 — Extraorçamentário 00102757X0000136735 227.967,510,00 227.967,51227.967,51 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário 00102757X0000203262 125.464,770,00 125.464,77125.464,77 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário 00102757X000400065X 129.116,690,00 129.116,69129.116,69 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário 0030004340001990050
(BASA)
45.779,560,00 45.779,5645.779,56 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário 0330067400590000270 106.178,360,00 106.178,36106.178,36 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário 1040063245770024182
(CEF)
226.514,070,00 226.514,07226.514,07 EXTRAO.
1869 — Extraorçamentário SEM DOMICÍLIO
(CT 821130300 — Vals. Restituíveis)
0,000,00 0,00 -18.541.571,31 ❌ CRÍTICO
TOTAL GERAL (Subtotais SIGEF) 46.951.617,30 22.062.054,35 6.463.012,05 –3.993.533,31 DÉFICIT
⚠️
Por que o Déficit Apurado (D13) é diferente do Superávit Bruto (D12)?

O D12 (Superávit/Déficit) é calculado como: Ativo Financeiro (disponível) menos as DDRs (obrigações orçamentárias). O D13 (Déficit Apurado) deduz adicionalmente os Valores Restituíveis — que são recursos de terceiros (cauções, garantias, retenções) registrados no caixa mas que pertencem a outros e precisam ser devolvidos. Na CAERD, há R$ 24.709.051,15 em Valores Restituíveis (R$ 6.167.479,84 da Fonte 1753 + R$ 18.541.571,31 da Fonte 1869) que provocam esse déficit apurado de –R$ 3.993.533,31. Esses valores não têm domicílio bancário vinculado no SIGEF.

RECURSOS EXTRAORÇAMENTÁRIOS — ANÁLISE DETALHADA
03 · Recursos Extraorçamentários (Fonte 1869)
O que são e por que R$ 18,5 M precisam ser regularizados
A Fonte 1869 concentra recursos de terceiros que transitam pelas contas da CAERD mas não pertencem à empresa. São cauções, garantias, retenções e depósitos de licitantes. Parte deles está corretamente vinculada a domicílios — mas R$ 18,5 M estão "soltos" sem conta bancária identificada no SIGEF.
📋 O que compõe os R$ 18,5 M sem domicílio

Registrados no CT 821130300 (Controles — Valores Restituíveis) sem qualquer domicílio bancário vinculado. Provável composição:

Tipo de RecursoEstimativaNecessidade
Cauções de contratos (garantia por licitantes)Parte do totalDevolver ao término do contrato
Retenções de pagamentos (5-10% de contratos)Parte do totalLiberar após conclusão da obra
Depósitos de concorrentes em licitaçõesParte do totalDevolver aos não vencedores
Consignações em folha a repassarParte do totalRepassar a entidades (sindicatos, planos)
TOTAL SEM DOMICÍLIO BANCÁRIOR$ 18.541.571,31REGULARIZAÇÃO URGENTE
✅ O que está correto (com domicílio)

Recursos Extraorçamentários vinculados a contas bancárias específicas — correto:

Conta BancáriaSaldoStatus
00102757X0000136735227.967,51OK
00102757X0000203262125.464,77OK
00102757X000400065X129.116,69OK
003000434000199005045.779,56OK
0330067400590000270106.178,36OK
1040063245770024182226.514,07OK
Total com domicílio861.020,96
🔴
O que significa não ter domicílio bancário para recursos extraorçamentários?

Significa que a CAERD possui R$ 18.541.571,31 de obrigações com terceiros registradas contabilmente (no CT 821130300 — Valores Restituíveis), mas não há conta bancária específica identificada no SIGEF para esses recursos. Isso pode significar: (1) os valores estão "misturados" nas contas de arrecadação de tarifas sem separação; (2) não há rastreabilidade de a quem esses valores pertencem; (3) o SIGEF não consegue fazer a conciliação automática desses recursos; e (4) gera o DÉFICIT APURADO de –R$ 18.541.571,31 na Fonte 1869. A COGES identificou isso e solicitou regularização.

🔧 Como regularizar — Passo a Passo
1

Levantamento analítico dos R$ 18,5 M

Identificar a composição exata: quais são cauções? quais são retenções? quais são consignações? Obter listagem do setor financeiro/jurídico com beneficiário, contrato e valor de cada item.

2

Abrir conta bancária específica (se necessário)

Para valores restituíveis relevantes, abrir conta bancária vinculada exclusivamente a esse fim — garantia que esses recursos não se misturem com as tarifas. Comunicar o banco ao SIGEF (cadastrar domicílio).

3

Vincular no SIGEF cada valor ao domicílio correto

No módulo de Controle de Domicílios do SIGEF: associar o CT 821130300 ao domicílio bancário correto. Se os valores estão em múltiplas contas, fazer o rastreamento extrato a extrato.

4

Reclassificar no balancete o que puder ser encerrado

Valores de contratos já encerrados que ainda constam como Valores Restituíveis devem ser devolvidos ou regularizados. Após devolução: D: 821130300 / C: 1.1.1 Caixa — reduz o saldo e elimina o déficit apurado.

5

Elaborar Nota Explicativa

A composição dos Valores Restituíveis deve ser evidenciada nas notas explicativas das DCASP.

// LANÇAMENTOS — Regularização de Valores Restituíveis
D
8.2.1.1.3.0300 – Controles Devedores — Valores RestituíveisBaixa do controle quando o recurso é devolvido ao titular
CONTROLE
R$ X.XXX
C
1.1.1.x.xx – Caixa e Equivalentes (conta bancária onde está o recurso)Saída do caixa ao devolver a caução/retenção ao beneficiário
ATIVO
R$ X.XXX
CONCILIAÇÃO BANCÁRIA DETALHADA
04 · Conciliação Bancária — Análise Conta a Conta
Situação de cada conta bancária da CAERD no SIGEF
Com base nos dados reais do demonstrativo de Superávit/Déficit e do Balancete de Verificação de Maio/2026, veja o status de cada conta.
Conta BancáriaBancoFonte Saldo SIGEF Comprometimentos Posição Líquida Alerta de Conciliação
00102757X0000136735BB1753 43.004.495,02 807.088,27 42.197.406,75 ✅ Conta principal — saudável
00102757X0000114200BB1753 3.081.101,32 21.357.452,07 –18.276.350,75 ⚠️ Saldo insuficiente para cobrir empenhos
00102757X0000100005Estado/SIGEF1500 5.000,00 4.071.559,12 –4.066.559,12 ❌ DÉFICIT — necessita aporte do Estado
00102757X0000136735BB1869 227.967,510,00 227.967,51 🟡 Extraorçamentário — monitorar devolução
00102757X0000203262BB1869 125.464,770,00 125.464,77 🟡 Extraorçamentário — monitorar devolução
00102757X000400065XBB1869 129.116,690,00 129.116,69 🟡 Extraorçamentário — monitorar devolução
0030004340001990050BASA1869 45.779,560,00 45.779,56 ✅ Extraorçamentário identificado
0330067400059000270Outro1869 0,00 0,00 0,00 ⚠️ Conta ativa sem qualquer saldo — verificar
0330067400590000270Outro1869 106.178,360,00 106.178,36 ✅ OK — verificar agendamento de devolução
1040063240577024180CEF1869 0,00 0,00 0,00 ⚠️ Conta ativa sem saldo — verificar ou encerrar
1040063245770024182CEF1869 226.514,070,00 226.514,07 ✅ OK — verificar agendamento de devolução
SEM DOMICÍLIO — Fonte 1753 (CT 821130200) –6.167.479,84 ❌ Vals. Restituíveis sem banco identificado
SEM DOMICÍLIO — Fonte 1869 (CT 821130300) –18.541.571,31 ❌ CRÍTICO — maior parte do déficit apurado
TOTAL GERAL 46.951.617,30 26.236.099,46 –3.993.533,31 DÉFICIT APURADO
📑 Como realizar a Conciliação Bancária no SIGEF — Passo a Passo Prático
1

Gerar o Razão Analítico por conta (SIGEF)

SIGEF → Contabilidade → Razão → filtrar por CT 1.1.1.1.1901 (BB), 1902 (CEF), 1904 (BASA), 1998 (Outros). Exportar para cada conta bancária separadamente. O razão mostra cada débito e crédito com data, documento e histórico.

CT: 1.1.1.1.1901.00 / 1902.00 / 1904.00 / 1998.00
2

Obter os extratos bancários do mesmo período

Período de competência: mesmo mês do razão. Para a conta 00102757X0000136735 (principal): extrato do Banco do Brasil. Para CEF: extrato das contas 1040063240577024180 e 1040063245770024182. Para BASA: conta 0030004340001990050.

3

Comparar item a item — identificar diferenças

Criar planilha com 3 colunas: Extrato Bancário | Razão SIGEF | Diferença. Para cada lançamento do extrato: existe no SIGEF? Com o mesmo valor e data? Diferenças = pendências de conciliação.

Diferença aceita: R$ 0,00 · Qualquer saldo diferente → investigar
4

Regularizar as diferenças encontradas

Cada diferença vira um lançamento de ajuste no SIGEF com documento comprobatório. Exemplo de ajuste de tarifa bancária não lançada: D: 3.x VPD Serv. Bancários / C: 1.1.1 Caixa

5

Verificar as contas com saldo zero (0330067400059000270 e 1040063240577024180)

Duas contas ativas no SIGEF com saldo zero em ambos os lados. Verificar: ainda estão abertas no banco? Se sim, qual a finalidade? Se encerradas no banco, excluir o domicílio no SIGEF para não gerar divergências futuras.

6

Excluir os 10 domicílios com CT 1.1.1.9.2 (inválido)

SIGEF → Cadastro → Domicílios Bancários → excluir os registros com CT 111920000 (linhas 11 a 20 do controle). Antes de excluir: confirmar que não há saldo nem movimentação pendente nesses registros.

Contato COGES/CAU para atendimento
7

Emitir o Demonstrativo de Conciliação e assinar

Documento formal com: saldo do extrato + ajustes = saldo contábil = saldo SIGEF. Assinatura do contador. Arquivar junto com os extratos para a conformidade contábil do mês.

FONTE 1500 — DÉFICIT E FALTA DE APORTE
05 · Fonte 1500 — Déficit de R$ 4,07 M
Recursos não Vinculados: saldo de R$ 5.000 com empenhos de R$ 4 M
A Fonte 1500 (Recursos não Vinculados de Impostos — LOA) apresenta o pior déficit percentual: apenas R$ 5.000 disponível para cobrir R$ 4.071.559 em despesas empenhadas e não pagas.
📊 Composição do Déficit — Fonte 1500
Despesa ComprometidaValorEstágio
Empenhos a Liquidar (D8)3.164.027,06Empenho aberto
Empenhos em Liquidação (D6)902.532,06Em liquidação
Empenhos Liquidados a Pagar (D7)5.000,00Aguard. pagamento
Total comprometido4.071.559,12
Disponível na conta5.000,00Saldo atual
DÉFICIT LÍQUIDO–4.066.559,12DÉFICIT
⚠️ O que isso significa na prática
  • Os empenhos estão comprometidos: fornecedores foram contratados com recursos da LOA 2026 (Fonte 1500) mas o caixa não tem saldo para pagar
  • A diferença deve ser coberta pelo Estado: via Limite de Saque (conta 00102757X0000100005 = conta do SIGEF estadual). O Estado precisa liberar cotas financeiras
  • Atenção ao prazo dos empenhos: empenhos não liquidados ao final do exercício devem seguir as regras dispostas no Decreto de Encerramento Financeiro do Estado
  • Conciliar com o QDD: o saldo de dotação disponível na Fonte 1500 (R$ 206 M) precisa ser conciliado com a respectiva disponibilidade para "bater"
  • Informar à COGES: a situação de déficit na Fonte 1500 deve ser verificado oportunidade por meio do relatorio disponivel no DiverPort "demonstrativo superávit/déficit)
💡
Como o fluxo de repasse funciona no regime de dependência

Com o Decreto 30.663/2025, a CAERD passou a receber recursos do Estado de Rondônia via Limite de Saque com Vinculação de Pagamento (conta 00102757X0000100005 — Fonte 1500). O Estado libera cotas mensais via SIGEF que aparecem nessa conta. Quando o saldo dessa conta é insuficiente (como agora: R$ 5.000 vs. R$ 4 M de empenhos), a equipe deve: (1) solicitar liberação de cota adicional à SEFIN; (2) acompanhar o cronograma de desembolso aprovado; (3) priorizar os empenhos liquidados a pagar (D7) — esses já têm NF entregue e fornecedor aguardando.

CHECKLIST DE REGULARIZAÇÃO
06 · Plano de Ação — Regularizações Prioritárias
O que regularizar e em qual prazo
#ProblemaValorPrazoResponsávelAção
P1 10 domicílios com CT 1.1.1.9.2 inválido IMEDIATO Contabilidade + SIGEF Excluir registros duplicados no SIGEF
P2 R$ 18,5 M (Fonte 1869) sem domicílio bancário 18.541.571,31 IMEDIATO Financeiro + Jurídico Identificar composição e vincular a conta específica
P3 R$ 6,2 M (Fonte 1753) sem domicílio bancário 6.167.479,84 IMEDIATO Financeiro + Contabilidade Identificar origem e vincular domicílio ou regularizar
P4 Conta 0330067400059000270 — saldo zero ativa 0,00 ESTA SEMANA Financeiro Verificar situação no banco — encerrar se inativa
P5 Conta CEF 1040063240577024180 — saldo zero ativa 0,00 ESTA SEMANA Financeiro Verificar situação na CEF — encerrar se inativa
P6 Déficit Fonte 1500 — R$ 4,07 M sem cobertura 4.066.559,12 ESTE MÊS Financeiro + SEFIN Solicitar liberação de cota financeira do Estado
P7 Conciliação bancária mensal — todas as contas TODO MÊS Contabilidade Implementar rotina — extrato vs. razão vs. SIGEF
P8 Conta 00102757X0000114200 — empenhos 6× o saldo -18.276.350 PRÓXIMO MÊS Financeiro + SEFIN Analisar cronograma de liberação de cotas ou remanejo

🏦 O que os dados bancários revelam sobre a CAERD

O demonstrativo de Superávit/Déficit e o controle de domicílios expõem uma realidade financeira complexa: a CAERD tem disponível real de R$ 46,9 M — mas R$ 24,7 M desse total pertence a terceiros (Valores Restituíveis) e ainda não tem domicílio bancário identificado, gerando déficit apurado de –R$ 3,99 M. Além disso, 10 contas estão cadastradas com código contábil inválido (CT 1.1.1.9.2 inexistente no PCASP). A regularização dessas pendências é condição obrigatória para a conformidade contábil — e não pode aguardar o encerramento do exercício de 2026.